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Combustíveis02/10/2018 | 16h56Atualizada em 02/10/2018 | 17h58

Litro da gasolina passa a barreira dos R$ 5 em Caxias

Na maioria das revendas pesquisadas Caxias, o preço fica em R$ 5,10. Reajuste na base de cálculo do ICMS no Estado impulsionou alta esta semana

Litro da gasolina passa a barreira dos R$ 5 em Caxias Porthus Junior/Agencia RBS
Foto: Porthus Junior / Agencia RBS

A gasolina vendida nos postos de Caxias do Sul bateu recorde de preço esta semana e passou a marca dos R$ 5. Blitz realizada pelo Pioneiro na tarde de desta terça-feira (02) aponta que, na maioria das revendas, o valor do litro fica em R$ 5,10 (ver tabela). 

É o mais alto desde a implantação da variação de preços pela Petrobras, em outubro de 2016. No último levantamento da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), divulgado no último sábado, o valor médio na cidade foi de R$ 4,99. 

Nas 17 revendas pesquisadas, o mais baixo foi de R$ 4,889. A previsão, no entanto, é de que esse valor mude nas próximas horas. Isso porque  ainda não foi repassado o valor usado como base para a aplicação do ICMS pelo governo do Estado. O chamado preço de pauta passou de R$ 4,69 para R$ 4,88 a partir de segunda-feira. Aumento também está sendo esperado para o preço do diesel, que foi reajustado pela Petrobras em 2,8% no último domingo. 

Política de preços

Quando assumiu a presidência em 2016, o presidente Michel Temer mudou a política de preços praticada pela Petrobras. Sob o comando de Pedro Parente, definiu que o preço dos combustíveis no Brasil seria pautado pela cotação do barril do petróleo internacional. A nova política ajudou a empresa a recuperar valor de mercado e quem pagou a conta foi o consumidor. Na época, o preço médio do litro da gasolina comum em Caxias era de R$ 3,70. Em dois anos, o valor subiu cerca de R$ 1,40 o litro. Ou seja alta de 37,8%.

Queda no consumo

O Sindipetro Serra, que representa as revendas de Caxias, não tem dados sobre a queda no consumo com a alta dos combustíveis. No Estado, no entanto, o volume consumido entre janeiro e julho reduziu 4,8% em relação a igual período de 2017, segundo a ANP.

Neste período, as vendas nacionais chegaram a 22,72 bilhões de litros, queda de 13% em relação a 2017. O volume é o menor para os primeiros setes meses do ano no Brasil desde 2012, quando 22,34 bilhões de litros foram repassados para as bombas.


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