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Inovação19/10/2018 | 07h00Atualizada em 19/10/2018 | 07h00

Indústria da Serra quer realizar parcerias com startups

Projeto Hélice, idealizado por quatro empresas, busca desenvolver soluções para necessidades do setor

Indústria da Serra quer realizar parcerias com startups Lucas Amorelli/Agencia RBS
Paulo Gehlen, Grasiela Tesser, Valdecir Segat, Daniel Martin Ely, Petras A. Santos lançaram o projeto nesta quinta-feira Foto: Lucas Amorelli / Agencia RBS

Há tempos, uma inquietação tomava conta de um grupo de executivos da Serra: como atender às necessidades que surgem, dia a dia, na empresa? Conversando, descobriram que as dificuldades eram a mesmas. Como resolver? “Por que não nos agrupamos e começamos a trabalhar juntos?”, alguém sugeriu.  

Há três meses, resolveu colocar a mão na massa e pensar em um projeto que pudesse solucionar os problemas. Mapeou  as demandas de cada empresa e com a ajuda da ACE, aceleradora de startups de São Paulo, elaborou um plano. Ontem, o projeto Hélice – Movimento pela Inovação – foi apresentado à comunidade e promete ser um marco na economia local. 

Impulsionado pelas empresas Florense, Marcopolo, Randon e Soprano, em parceria com o Sindicato das Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e de Material Elétrico de Caxias do Sul (Simecs) e com o apoio de entidades, poder público e academia, o Hélice busca desenvolver um ambiente de soluções inovadoras ligadas a startups. 

– Nós sabíamos que tínhamos boas competências nas quatro empresas, e por que não usar essas competências em abundância para formar um grupo de trabalho para que a gente pudesse entender melhor e aprofundar juntos na economia digital? – diz Paulo Gehlen, da Soprano, um dos integrantes. 

Entre as atividades previstas, está a realização de quatro workshops – o primeiro será na próxima terça-feira – para capacitar a comunidade, estimular a criação de startups locais e qualificar as já existentes. 

O objetivo, ao longo dos próximos meses, é identificar startups capazes de atender às demandas das quatro empresas. O projeto tem como uma das metas ter uma startup para cada tema considerado “dificuldade” pelos idealizadores – e que irá trabalhar (a startup) de forma combinada para todos. 

– É um projeto que está iniciando, a gente quer dar passos sólidos, sem pressa. Não conhecemos essa economia, mas acreditamos que podemos coexistir com a economia tradicional que temos. Não vamos deixar de fazer o nosso dia a dia para partir para esse processo somente de inovação. A gente vai criar uma empresa ambidestra, que reconhece sua capacidade, o que a trouxe até o momento, mas também enxerga um futuro de inovação e tecnologia – destaca Gehlen.

Estado vizinho é um exemplo

Uma das referências do projeto Hélice é o trabalho desenvolvido pela Fundação Certi (Fundação Centros de Referência em Tecnologias Inovadoras). Sediada em Florianópolis, Santa Catarina, a entidade criada em 1984 reúne universidade, empresas públicas e privadas e órgãos dos governos federal e estadual. 

A Certi nasceu direcionada para a pesquisa tecnológica aplicada. Ela é composta por oito Centros de Referência, que atuam com foco em reconhecidas competências geradoras de soluções tecnológicas inovadoras para a sociedade e o mercado brasileiro. 

O nome

O nome Hélice foi escolhido por trazer conceitos que estão aderentes à proposta do movimento. Em uma hélice, todas as pás possuem a mesma importância e saem do mesmo centro – ou seja, o protagonismo é coletivo. Ao se moverem em conjunto, causam transfor-mação, inovam e criam uma força nova. Além disso, a geração de vento também remete à renovação, abundância, sustentabilidade.

Chance para as startups se apresentarem

Durante os meses de elaboração do projeto, quatro áreas foram definidas como prioritárias: logística, recursos humanos, marketing e industrial. Quatro comitês, com representes de cada empresa, foram criados para detalhar as dificuldades enfrentadas. O período de realização dos workshops será uma oportunidade para que novas startups, ou as já existentes, se apresentem. 

O último workshop está previsto para março, mas a ideia é que antes, em fevereiro, já se apresente um case que mostre a importância do trabalho em conjunto para a solução de problemas em comum.  

– Sem arrogância, a gente pretende, de fato, estabelecer na região uma referência brasileira em tecnologia e inovação, através de desenvolvimento de universidades, de empresas, de startups e que, a partir desse trabalho de educação, interação e participação conjunta, a gente consiga ser uma referência brasileira em tecnologia e inovação – ressalta Paulo Gehlen. 

A primeira fase é a realização de workshops para estímulo à criação de startups. Paralelo a isso, as quatro empresas irão identificar startups capazes de resolver as dificuldades detectadas ainda durante a fase de elaboração do projeto. 

Em fevereiro, deve ser apresentado o primeiro case com o intuito de mostrar que vale a pena trabalhar em colaboração. A ideia é que a partir da apresentação do case, em fevereiro, o projeto se abra para agregar novas empresas, independente do porte. 

Além da idealização de Florense, Marcopolo, Randon e Soprano e o apoio do Simecs, integram a Hélice o Sindicato das Empresas de Material Plástico do Nordeste Gaúcho (Simplás), Sistema Fiergs, Acelera Serra, Câmara de Indústria, Comércio e Serviços de Caxias do Sul (CIC), FSG Centro Universitário, Universidade de Caxias do Sul (UCS), Centro Empresarial de Flores da Cunha, Uniftec Centro Universitário, Prefeitura de Caxias do Sul, Aceleratech, OCA Brasil Coworking Hub.

Os workshops

Mentoria 1 - Validação e Prototipação
- Quando: 23 de outubro, terça-feira, das 10h às 17h
- Onde: FSG Centro Universitário (Rua Marechal Floriano, 1.229, bairro São Pelegrino)
-Inscrições: pelo Sympla, no link https://bit.ly/2Ck5pgg

Mentoria 2 - Mundo Exponencial
- Serão tratados os principais pensamentos que fazem do Vale do Silício a região mais inovadora do mundo e uma janela para o futuro. Conceitos aprofundados de Lean Startup estarão na pauta.
- Quando: 23 de novembro

Mentoria 3 - Crescimento
O foco será no crescimento, possibilitando o auxílio em aspectos mercadológicos e de métodos ágeis. Temas como máquina de vendas, canais de aquisição, growth hackng, customer sucess, marketing digital, inbound e outbound.
- Quando: 14 de fevereiro 

Mentoria 4 - Gestão, pessoas e investimento
Preparar a startup para receber investimento, o processo de traçar a visão da startup, sistema de gestão por meio de métricas, recrutamento e seleção de pessoas, relacionamento com investidores e fundraising.
- Quando: 15 de março

 
 
 

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