Clima de indignação em audiência sobre agroindústrias na Câmara de Caxias - Economia - Pioneiro

Versão mobile

 

Política e economia15/10/2018 | 21h15Atualizada em 16/10/2018 | 13h31

Clima de indignação em audiência sobre agroindústrias na Câmara de Caxias

Agricultores denunciaram abuso de poder por parte dos fiscais da prefeitura

Clima de indignação em audiência sobre agroindústrias na Câmara de Caxias Lucas Amorelli/Agencia RBS
Foto: Lucas Amorelli / Agencia RBS

 O plenário da Câmara de Vereadores de Caxias do Sul lotou na noite desta segunda-feira (15) para a audiência pública que pretendia buscar alternativas para suprir as dificuldades das agroindústrias do município. Em reportagem publicada pelo Pioneiro em agosto deste ano, agricultores denunciaram abuso de poder por parte dos fiscais da prefeitura. Por conta disso, das cerca de 100 agroindústrias de origem animal existentes desde 1999, mais de 70 já teriam fechado as portas nos últimos anos. 

Leia mais:
Fiscalização inviabiliza pequenos negócios no interior de Caxias

Informações de fontes da Secretaria Municipal da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Smapa) revelaram que apenas 26 estariam em funcionamento _  ou menos de 30%. Mesmo assim,  parte delas em processo de adequação e, por enquanto, impedidas de produzir e comercializar seus produtos. No ramo das queijarias, de 20 estabelecimentos, apenas duas ainda estão no mercado _ ou 10%. 

Durante a audiência, o clima era de revolta por parte dos agricultores. O vereador Rafael Bueno ocupou a tribuna  para comunicar que a dona de uma agroindústria localizada no interior de Caxias registrou ocorrência na Polícia Civil por ter sido amedrontada por uma equipe da Secretaria da Agricultura após a publicação da reportagem em que acusava a fiscalização de somente exigir melhorias no negócio, sem apresentar nenhuma alternativa. 

"Queria que afirmasse que o que relatei era mentira. E não era. Me senti humilhada", relata o histórico do boletim de ocorrência.

Com 20 vacas de leite, Deisiane Vanis da Roza produzia 25 quilos de queijo por dia e o  prejuízo, segundo a agricultora, chega a R$ 9 mil por mês.  

Dono de agroindústria de queijo serrano, Reneu Francisco Ramos também estava revoltado e tenso. Exibia, no plenário, documentos de um processo em que os fiscais o acusavam de tê-los agredido verbalmente.

— Os chamei de covardes. E eles me processaram — reclamava.

 O vereador Gustavo Toigo prometeu que as duas comissões, a de Desenvolvimento Econômico e da Agricultura, vão montar um grupo de trabalho para orientar e fiscalizar as ações que serão desenvolvidas. 

A secretária municipal da Agricultura, Pecuária e Abastecimento,  Camila Sandri Sirena, não compareceu à audiência.


 
 
 

Veja também

 
Pioneiro
Busca
clicRBS
Nova busca - outros