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Combustíveis03/09/2018 | 18h20Atualizada em 03/09/2018 | 18h20

Óleo diesel está mais caro nas bombas de Caxias

Preço por litro subiu, em média, R$ 0,20 após reajuste de 13% anunciado na sexta-feira pela Petrobras

Óleo diesel está mais caro nas bombas de Caxias Jean Schwarz/Agencia RBS
Foto: Jean Schwarz / Agencia RBS
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Após três meses de congelamento devido à greve dos caminhoneiros, parte da alta anunciada pela Petrobras de 13% no litro do óleo diesel já chegou às bombas dos postos de Caxias do Sul.

Em relação a última pesquisa realizada pelo Pioneiro, em 8 de agosto, o preço está até R$ 0,26 mais caro, média de 7,5%. Em pelo menos uma das revendas, o litro do combustível custa R$ 3,749. A média no início de julho era de R$ 3,30. 

No site da Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANP), o valor médio pesquisado na semana de 26 de agosto a 1 de setembro, ficou em R$ 4,789 (gasolina comum) e R$ 3,309 (óleo diesel comum).

O aumento da gasolina também é reflexo de reajustes da Petrobras. Foram três elevações consecutivas, entre quinta-feira e sábado,  passando de R$ 2,10 para R$ 2,17 o valor do litro nas refinarias.

Sem espaço para greve

O presidente do Sindipetro Serra, Eduardo Martins, garante que, neste momento, não tem espaço para nova mobilização dos caminhoneiros.  Ao contrário de Porto Alegre e outras cidades, Caxias do Sul não registrou filas nos postos na noite de domingo com as notícias de possibilidade de uma nova greve que circularam em grupos de WhatsApp. Na tarde desta segunda-feira, o movimento nos postos também era tranquilo. Martins também garante que não há problemas com os estoques da cidade.

Até a próxima quarta-feira, o governo deve publicar a nova tabela do frete rodoviário, já incorporando a alta de 13% do diesel. Além disso, a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) deverá começar ainda nesta semana um esquema de fiscalização do cumprimento dos preços mínimos do frete rodoviário.

As duas decisões foram tomadas na manhã desta segunda-feira, numa reunião técnica no Ministério dos Transportes. Elas deverão ser formalizadas nesta terça na reunião de diretoria da ANTT.

Cálculos

O reajuste ainda está sendo calculado pela agência reguladora. Ele incidirá sobre a tabela vigente que, segundo reconhecem os próprios caminhoneiros, contém erros. Mas é a versão que estará em vigor até o final do ano, quando a ANTT deverá concluir o trabalho de elaboração de conjunto mais detalhado de planilhas com custos mínimos e uma regulamentação sobre como será feita a fiscalização e a dosimetria das multas pela inobservância delas.

Por enquanto, diante das queixas dos caminhoneiros, a ANTT fará fiscalizações pontuais e aplicará multas. A agência não dispõe de uma estrutura para fiscalizar de forma global.

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