Crise e desemprego levam profissionais à informalidade - Economia - Pioneiro

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Caixa-Forte20/09/2018 | 15h19

Crise e desemprego levam profissionais à informalidade

O comércio formal de Caxias ainda está demitindo, com 267 postos de trabalho a menos do que há um ano

Crise e desemprego levam profissionais à informalidade Marcelo Casagrande/Agencia RBS
Muitos profissionais trabalham com bicos ou como ambulantes no centro da cidade Foto: Marcelo Casagrande / Agencia RBS

A economia caxiense vem reagindo, mas a geração de empregos ainda está tímida. Faltam quase 20 mil empregos (precisamente 19.982) para voltarmos ao patamar de cinco anos atrás. Conforme retratou matéria publicada pelo Pioneiro nesta semana, o comércio não conseguiu decolar. Pelo contrário: ainda está demitindo, com 267 postos de trabalho a menos do que há um ano.

A pergunta do momento: ao longo dos últimos quatro anos de retração econômica, com demissões e poucas (e concorridas) oportunidades, como o consumidor está se virando? Uma das possíveis respostas: para poder pagar as contas, o jeito foi recorrer à informalidade. Muitos profissionais trabalham com bicos ou como ambulantes.  

Percepção atestada por empresários de Caxias, como Pedro Horn Sehbe, diretor da Lojas Magnabosco, que, ao compartilhar a reportagem do jornal apontando que o comércio é o único setor que continua demitindo, teceu comentário em seu Facebook: 

– A informalidade segue crescendo. Dados oficiais não contam lojas que estão contratando sem assinar carteira. E os empresários sérios e honestos seguem pagando a conta da falta de moral e de fiscalização. Triste realidade. Conselho ao consumidor: exija sempre a nota fiscal e busque conhecer a conduta da empresa em que você costuma comprar – expressou o empreendedor.

A saber: O Brasil tem pelo menos 37 milhões de postos de trabalho na informalidade, apontam os últimos dados do IBGE. O contingente representa 40,6% do total de pessoas na ativa.

 
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