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Mercado de trabalho19/09/2018 | 07h00Atualizada em 19/09/2018 | 07h29

Comércio é o único setor da economia de Caxias do Sul que continua demitindo

Se comparado com o ano de 2014, setor ainda deve mais de 1,6 mil postos de trabalho formais

Comércio é o único setor da economia de Caxias do Sul que continua demitindo /
Lucas Amorelli

O comércio caxiense ainda não conseguiu decolar e está patinando para se recuperar da crise. Principalmente na área de empregos. É o único setor da economia caxiense que ainda está demitindo. 

Ao contrário da indústria, que já recuperou  mais de 4,5 mil vagas nos primeiros sete meses deste ano, o comércio atacadista e varejista ainda amarga o índice negativo de 267 postos de trabalho a menos. Se os dados forem somente do varejo, os números são ainda mais alarmantes, 399 vagas a menos em julho.

Se comparado com o ano de 2014, o comércio ainda está devendo mais de 1,6 mil vagas. Há quatro anos empregava 29 mil trabalhadores. Em julho deste ano, o número registrado é de 27,4 mil pessoas. Os dados são da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Caxias do Sul

A presidente do Sindicato do Comércio Varejista (Sindilojas), Idalice Manchini, admite que é difícil entender o motivo.

— A indústria está indo bem, mas o resultado ainda não chegou no comércio, que trabalha com o consumidor final — avalia. 

As vendas do setor fecharam no azul em julho deste ano: 11%. Mas no ano, ainda acumula perdas de - 1,2%.

— Já é possível perceber uma pequena reação nas vendas, mas no mercado de trabalho ainda não percebemos este movimento.

Entre as prováveis justificativas está a de que os comerciantes estão tentando fazer mais, com menos pessoas. 

— Os empresários estão muito atentos às despesas fixas do mês e não querem se comprometer.

 CAXIAS DO SUL, RS, BRASIL, 18/09/2018Matéria sobre a falta de reação do comércio frente à crise do país e de Caxias do Sul. Denise Sipiandorello, proprietária da loja Despyndus (Lucas Amorelli/Agência RBS)
Proprietária da Despyndos Moda Íntima, Denise Spiandorello ampliou a loja, mas manteve a equipe de trabalho enxutaFoto: Lucas Amorelli / Agencia RBS

"Enxuguei o que deu"

Para manter as portas abertas, as lojas precisaram se reestruturar e aprender a fazer mais com menos. É o caso da proprietária da loja Despyndos Moda Íntima, Denise Spiandorello. Há um ano ela mudou de endereço, ampliou em 50% a loja e manteve a equipe de funcionários enxuta. Ainda não substituiu uma vendedora que se afastou por licença médica. E nem pretende.

— Enxuguei tudo o que deu. Resolvi potencializar o grupo e investir na qualificação — aponta.

Denise acredita na recuperação do setor. Mas também ressalta que não dá para tapar o sol com a peneira. 

— Os negócios estão mais fracos. Não dá para omitir esta informação — declara.

A expectativa, segundo ela, é de que o cenário mude até o final do ano. Mas isso não depende do cenário nacional e político.

—Temos que andar com as próprias pernas, criar estratégias individuais para melhorar os negócios. Não podemos mais depender do governo —alerta.

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