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Caixa-Forte03/08/2018 | 15h00Atualizada em 03/08/2018 | 15h00

Por que a convenção coletiva dos metalúrgicos vai à Justiça

Ainda não está definido o próximo encontro entre representantes de patrões e empregados de Caxias com a mediação do Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região em Porto Alegre

Por que a convenção coletiva dos metalúrgicos vai à Justiça Roni Rigon/Agencia RBS
O principal receio é de que os funcionários precisariam trabalhar na maioria de sábados e domingos Foto: Roni Rigon / Agencia RBS

Repetindo um expediente já adotado em outros anos nos quais o impasse não se dissolve ao natural – entre patrões e empregados –, mais uma vez a convenção coletiva dos metalúrgicos de Caxias passa a ser mediada pelo Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região em Porto Alegre.

Depois de sete rodadas de negociações, representantes do Sindicato dos Metalúrgicos comunicaram nesta semana a lideranças do Simecs (empresários) o resultado da assembleia geral dos trabalhadores, ocorrida no sábado.  

O resultado foi “não”. O impasse não está no índice – de 2,8% – nem nas cláusulas sociais, como auxílio-creche e quinquênio –  renovadas por dois anos  –, mas no condicionamento pela classe empresarial do turno 6x2, em que o funcionário trabalha seis dias por semana e folga os dois seguintes. Funcionaria assim: um metalúrgico poderia trabalhar, por exemplo, de segunda a sábado e folgar no domingo e segunda. Ou de terça a domingo, folgando na segunda e terça-feira. 

Mesmo com a possibilidade de acréscimo no salário pelo adicional aos finais de semana e abrindo espaço para a geração de mais vagas, a maioria dos trabalhadores foi contra a proposta. O principal receio é de que os funcionários precisariam trabalhar na maioria de sábados e domingos, e casais metalúrgicos poderiam não ter onde deixar os filhos, que ao longo da semana permanecem em escolinhas.

Ainda não está definido o próximo encontro entre representantes de patrões e empregados com a mediação da Justiça.


 
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