Marcopolo, de Caxias, projeta 2º semestre "com carteira de pedidos consistente" - Economia - Pioneiro

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Caixa-Forte06/08/2018 | 19h02Atualizada em 06/08/2018 | 19h02

Marcopolo, de Caxias, projeta 2º semestre "com carteira de pedidos consistente"

Fabricante divulgou no final da tarde desta segunda-feira seus indicadores que mostram crescimento nos primeiros seis meses de 2018

Marcopolo, de Caxias, projeta 2º semestre "com carteira de pedidos consistente" Roni Rigon/Agencia RBS
CEO (diretor geral) Francisco Gomes Neto comemora resultados Foto: Roni Rigon / Agencia RBS

A coluna já havia antecipado na edição impressa do final de semana que a Marcopolo havia crescido 83,5% no primeiro semestre, percentual que equivale ao número de carrocerias produzidas pela empresa no Brasil (tanto para o mercado interno quanto para exportação) em comparação aos seis primeiros meses de 2017, conforme dados da Associação Nacional dos Fabricantes de Ônibus (Fabus).

No final da tarde desta segunda-feira, a própria companhia caxiense divulgou ao mercado seu balanço completo, confirmando o momento de euforia vivido após as perdas amargadas pela crise econômica. Nesse caso, os indicadores englobam os números das três marcas (Marcopolo, Neobus e Volare) e apontam receita líquida consolidada de R$ 1,856 bilhão nos primeiros seis meses de 2018, acelerada de 43,3% em relação ao mesmo período de 2017 (R$ 1,296 bilhão).  O lucro líquido de R$ 54,3 milhões representa avanço de 86% sobre o  primeiro semestre de 2017 (R$ 29,2 milhões).

O que sinalizam os números? Que houve melhora contínua na demanda por ônibus, tanto no mercado brasileiro quanto nas exportações, que aumentaram 55,5% e 67,5%, respectivamente. O aquecimento impactou todos segmentos: urbanos, rodoviários e escolares voltados ao programa federal Caminho da Escola, esse último nicho com tendência a ganhar ainda mais impulso no segundo semestre.

A despeito das incertezas com a economia e o pano de fundo eleitoral, os próximos meses se apresentam promissores à maior fabricante de ônibus da América Latina, com uma "carteira consistente de pedidos".

– Esperamos que a retomada de volumes se sustente nos próximos meses, sobretudo no mercado externo que, com a desvalorização do real, pode impactar positivamente a receita líquida e os resultados operacionais –  confirma o CEO Francisco Gomes Neto.

Curiosidade: a Neobus, incorporada pela Marcopolo em 2016, registrou lucro líquido de R$ 6,3 milhões no segundo trimestre de 2018, revertendo prejuízo de R$ 8,9 milhões do mesmo período de 2017.  Essa planta fabril de Ana Rech ganhou eficiência ao abrigar a produção de modelos Volare, transferida da fábrica instalada no bairro Planalto.


 
 
 

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