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Serra Gaúcha27/08/2018 | 15h18

Após geadas, possíveis estragos na agricultura serão avaliados em até 15 dias

Fenômeno foi de média intensidade, conforme Emater

Após geadas, possíveis estragos na agricultura serão avaliados em até 15 dias Roni Rigon/Agencia RBS
Maior parte dos pessegueiros da Serra está no auge da floração Foto: Roni Rigon / Agencia RBS

Após geadas que atingiram pontos da Serra Gaúcha no domingo e nesta segunda-feira (27), possíveis estragos em lavouras de pêssego estão sendo avaliados nas partes baixas de Pinto Bandeira e Farroupilha. Conforme o agrônomo Ênio Todeschini, da Emater Serra, eventuais danos em frutos pequenos nessas áreas poderão ser percebidos só daqui a 15 dias. Até o momento, não há nenhuma informação de que estragos tenham sido causados. 

Conforme o presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Caxias do Sul, Rudimar Menegotto, em Ana Rech houve relato de geada que chegou a atingir galhos de pessegueiros, mas sem danificar as flores; já em partes mais baixas de Caxias não houve relato de geada significativa.

A geada na Serra foi de média intensidade, conforme Todeschini, e não houve relato de "geada negra", mais agressiva às plantações. Em geral, os pessegueiros estão no auge da florescência, e as flores são mais resistentes que os frutos. Além do pêssego, algumas ameixeiras já têm flores. As outras frutas ainda não têm flor. O frio, inclusive, tem contribuído para uma boa sanidade das plantas, que deverão ter brotação uniforme.

Colheita precoce

Uma curiosidade na safra do pêssego vem de Caravaggio da 3ª Légua, em Caxias. Um produtor já colheu 800kg de uma variedade precoce de forma temporã. Os mesmos pés ainda terão outra florada, que possibilitará nova colheita em setembro. Conforme Serafim Dani, há 15 anos trabalhando com a plantação, que fica em uma parte baixa, ao pé de montenhas, e pouco sujeita a geadas, nunca havia ocorrido uma grande quantidade ainda no mês de agosto. 

— Geralmente dava pêssego em menos quantidade. Dessa vez, achei que valia a pena colher e colocar no mercado. A fruta não veio tão doce, mas também teve menos acidez. Então, teve boa aceitação — avalia o produtor.

Mas Dani destaca que essa situação é excepcional. O produtor atribui o fato ao calor dos meses de abril e maio, que antecedeu o frio que veio a partir do mês de junho. 

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