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Inadimplência16/07/2018 | 18h40Atualizada em 16/07/2018 | 18h43

Dívidas aumentam no comércio de Bento Gonçalves

Valores da inadimplência ultrapassam os R$ 12 milhões. Se incluir o IPTU, os números passam de R$ 15 milhões

Dívidas aumentam no comércio de Bento Gonçalves Adriana Franciosi/Agencia RBS
Foto: Adriana Franciosi / Agencia RBS
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As dívidas no varejo de Bento Gonçalves cresceram quase 6% no primeiro semestre deste ano, comparado com o mesmo período de 2017. Os números ultrapassam os R$ 12 milhões e, estão aumentando gradativamente, há pelo menos três anos. Embora preocupante, o indicador não chega a causar surpresa para quem acompanha o dia a dia do setor. 

— Estamos caminhando para sair de um cenário de recessão, que reduziu o poder de compra de boa parte da população e impactou nos hábitos de consumo. Com menos dinheiro disponível no orçamento, as pessoas priorizam a contração de despesas: alimentação, educação e saúde, por exemplo, deixando, muitas vezes involuntariamente, de cumprir com compromissos financeiros de outra ordem – avalia o presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Bento, Marcos Carbone.


Impostos no vermelho

A inclusão da prefeitura de Bento Gonçalves entre os clientes do Serviço de Proteção ao Crédito da CDL-BG tornou os índices ainda mais alarmantes. Com a inserção de devedores de taxas e tributos como o Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU), por exemplo, a inadimplência no município chega a impressionantes R$ 15 milhões. 

— A inclusão desses indicadores no levantamento tornou o panorama mais realista. É importante os cidadãos perceberam que não estar em dia com as contribuições municipais gera negativação de crédito. Essa consequência deve funcionar como alerta para que as pessoas procurem quitar suas dúvidas a fim de manter o nome limpo — diz Carbone.

O aumento da inadimplência no comércio em Bento acompanha a alta no país. Em junho, o número de consumidores com contas em atraso voltou a subir no país. Em relação a junho de 2017, a inadimplência avançou 4,07%, a nona alta consecutiva. 

O tamanho das dificuldades pode ser dimensionado pelo contingente de brasileiros que se encontravam nessa situação no fim do primeiro semestre: 63,6 milhões. A marca representa 42% da população adulta do país, frisa o estudo da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL).

NÚMEROS

* Em 66,89% dos casos, as dívidas são de até R$ 250, mas em 22,37% deles, os débitos com o comércio superam os R$ 500 _ é a segunda maior parcela de valores, perdendo somente para os da faixa entre R$ 100 e R$ 250, que correspondem a 23,67% do total. 

* A maior fatia do bolo dos inadimplentes (72,26%) está concentrada na faixa etária que compreende dos 30 aos 64 anos, sendo o consumidor entre 30 e 39 anos o que mais deve: 25,01% do total.

* As mulheres lideram o ranking da inadimplência. Respondem por 72,87% dos casos, computando 5,72 pontos percentuais a mais do que em relação ao primeiro semestre do ano passado.


Ajuda para cobrar dívidas


  1. Os altos índices de devedores atentam cada vez mais para a necessidade de estudar criteriosamente a concessão de crédito antes de fechar negócios no estabelecimento. De nada adianta bater a meta de faturamento se o fluxo de caixa não estiver refletindo esse cenário. Mais fácil do que cobrar uma dívida é praticar uma venda segura.

A CDL-BG oferece o curso de Crédito e Cobrança _ com aulas nos dias 14, 15 e 16 de agosto, das 19h30 às 22h. No programa, temas importantes como Crédito e Cobrança (Inadimplência, Controle da Inadimplência, Crediário, Manual de consulta ao SPC e Régua de Cobrança) e Código de Defesa do Consumidor (análise, direitos, cuidados para prevenir golpes e roubo).
Quem ministra a capacitação é Iara Cristina Bussolotto, administradora graduada pela Universidade de Caxias do Sul, com especialização em Gestão de Varejo e Pós-graduada em Controladoria- Planejamento e Controle.
A instrutora atua no varejo há 24 anos como gestora nas áreas financeira, assistência técnica, controle de estoque, recursos humanos e TI. Possui vasto conhecimento nas práticas financeiras, administrativas e gerenciais no setor de varejo. O investimento para participar do curso é de R$ 130.

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