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Caixa-Forte06/07/2018 | 15h08

Convenção coletiva dos metalúrgicos da Serra está longe de um consenso

Sindicato dos Metalúrgicos reivindica reajuste de 7%, enquanto Simecs oferece reposição de 2%

Convenção coletiva dos metalúrgicos da Serra está longe de um consenso Roni Rigon/Agencia RBS
Com o impasse, nova reunião está agendada para a tarde da próxima segunda-feira Foto: Roni Rigon / Agencia RBS

A discussão envolvendo a convenção coletiva de uma das atividades mais relevantes da Serra continua em impasse.

Em nova reunião de negociação – a quarta rodada –, na quinta-feira, o Sindicato dos Metalúrgicos colocou sobre a mesa o percentual de reajuste solicitado: 7%. 

A alegação da categoria para o índice é de que o custo de vida tem aumentado demais, com os reajustes constantes de gás de cozinha, combustível, plano de saúde, luz e alimentação, muito acima da média da inflação divulgada pelo governo. Eles também destacam que o segmento registrou crescimento de 25% no faturamento de janeiro a abril de 2018.

Em contrapartida, evocando as dificuldades enfrentadas nos últimos anos, as demissões e a greve dos caminhoneiros, que retraiu em 25% a receita das empresas do setor (representando uma queda de R$ 250 milhões) em maio, a entidade patronal (Simecs) propôs 2%, pouco acima da reposição da inflação (INPC dos últimos 12 meses, de 1,76%). 

Com a falta de consenso, nova reunião está agendada para a tarde da próxima segunda-feira. Já houve anos em que, por falta de uma decisão entre as partes, a convenção precisou ser mediada pela Justiça do Trabalho. Essa opção não está descartada. O bom-senso deve prevalecer com um índice que valorize os trabalhadores e viabilize as empresas. 

Mas, no momento, as propostas estão muito distantes de um consenso. A acompanhar.


 
 
 

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