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Conjuntura12/06/2018 | 12h35Atualizada em 12/06/2018 | 16h46

Indústria caxiense se recupera, mas ainda não registra crescimento real

Dados foram divulgados na manhã desta terça-feira pelo Simecs. Greve dos caminhoneiros deve impactar no desempenho do ano

Indústria caxiense se recupera, mas ainda não registra crescimento real Camilo Siqueira / Divulgação/Divulgação
Reomar Slaviero apresentou o desempenho do ano da indústria caxiense. "O cenário é de cautela" Foto: Camilo Siqueira / Divulgação / Divulgação
Pioneiro e Ivanete Marzzaro

ivanete.marzzaro@pioneiro.com

O desempenho da indústria caxiense fechou em alta de 25% nos primeiros quatro meses do ano comparado com o mesmo período de 2017. Lideranças do setor alertam, no entanto,  que o cenário é de recuperação e não de crescimento real. Em relação ao faturamento de 2008, por exemplo, as perdas chegam a 50%. Os números foram apresentados na manhã desta quarta-feira pelo Sindicato das Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e de Material Elétrico de Caxias do Sul (Simecs). 

— Precisamos ter o pé no chão. Estamos comparado com a base de 2017, que foi muito fraca. Nossa referência é 2008 — destacou o presidente da entidade, Reomar Slaviero.

Nos últimos 12 meses, o setor registrou alta de 20%. Em relação a março, a queda foi de 6,25%. E a previsão para o mês de maio é de perdas de 25% no faturamento devido a greve dos caminhonheiros. 

Em abril, o maior crescimento das receitas foram para as vendas dentro do Estado, 39%. Para fora do RS, o incremento foi de 25% e as exportações aumentaram 10,5%. O segmento automotivo puxou o crescimento com 31,5%. 

Os empregos também acumulam alta nos primeiros quatro meses do ano. Foram criados 3.352 novos postos. Mas o saldo do desemprego ainda é alto no setor. De 2014 a 2017 foram fechadas 18,4 mil vagas. Ou seja, ainda faltam 16 mil vagas a serem recuparadas. 

Cenário de incertezas

Está difícil fazer uma projeção da indústria caxiense para o resto do ano. Isso porque, além da greve dos caminhoneiros, a Copa do Mundo e as eleições deixam um rastro de incertezas no cenário econômico. O Simecs arrisca uma estimativa de faturamento de R$ 13,3 bilhões. Quase 7% a mais que 2017. Em 2008, foram R$ 22 bilhões. 

O assessor de planejamento econômico do Simecs, Rogério Gava, sinaliza que a projeção pode não se concretizar se as receitas de maio caírem devido as paralisações. 

— A produção industrial sentiu o abalo da greve  e a queda no faturamento pode chegar a R$ 250 milhões em maio — aponta Gava. 

O que está salvando a economia como um todo, segundo ele, é o agronegócio, que no primeiro trimestre cresceu 1,4% no país. 

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