Expectativa de chuva abaixo da média no inverno e dólar alto favorecem previsão positiva de ocupação de hotéis na Serra - Economia - Pioneiro

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Alta temporada21/06/2018 | 15h04Atualizada em 21/06/2018 | 15h04

Expectativa de chuva abaixo da média no inverno e dólar alto favorecem previsão positiva de ocupação de hotéis na Serra

Na região Uva e Vinho, estimativa é de aumento de 15% na estação mais fria do ano

Expectativa de chuva abaixo da média no inverno e dólar alto favorecem previsão positiva de ocupação de hotéis na Serra Andrei Andrade/Agência RBS / Banco de Dados
Auge do turismo na região Uva e Vinho é no mês de julho Foto: Andrei Andrade / Agência RBS / Banco de Dados

A ocupação de hotéis na região de Bento Gonçalves, Caxias do Sul e municípios do entorno tem previsão de aumento de até 15% nos meses de inverno, de acordo com o Sindicato Empresarial da Gastronomia e Hotelaria da Região Uva e Vinho (SEGH), que abrange 17 municípios. O auge de movimento na região é previsto para o mês de julho, época de férias escolares.

Nos três primeiros meses do ano, Bento Gonçalves, polo turístico regional, teve aumento de 12,5% no número de visitantes em relação ao mesmo período do ano passado, de acordo com dados da Secretaria de Turismo do município. O presidente do SEGH, Vicente Perini, afirma que a ocupação de hotéis vem aumentando ano a ano após o auge da crise em 2014 e 2015. Além do dólar em alta, que torna os destinos turísticos nacionais mais competitivos do que o exterior, a previsão de que as temperaturas baixas sejam mais frequentes neste inverno - ao contrário de 2017, quando fez pouco frio - também favorece uma expectativa positiva de visitação e faturamento.

— No meu restaurante, por exemplo, deixamos de vender muita sopa no inverno passado. Neste ano, a situação está bem diferente — compara.

Perini aponta ainda que a qualificação das vinícolas para receber os visitantes, com opções de gastronomia, também tem atraído mais turistas.

Tanto o presidente do SEGH quanto o do Sindicato de Hotéis da Região das Hortênsias, Fernando Boscardin, que abrange Gramado e entorno, mencionam os prejuízos que a paralisação de caminhoneiros gerou na região. Boscardin calcula em R$ 50 milhões a perda de faturamento em Gramado somando hotéis, gastronomia e comércio em geral em pouco mais de 10 dias de greve, devido ao receio do turista ou impossibilidade de ele chegar à região de carro ou avião, em função da falta de combustível.

— Estávamos melhorando com a recuperação econômica do país e prestes a decolar, com o nariz do avião começando a apontar para cima, quando ocorreu a greve — lamenta.

A expectativa agora é de recuperar o prejuízo do Corpus Christi, um dos feriadões mais importantes do ano para a rede hoteleira. Em Gramado, a taxa de ocupação dos cerca de 14 mil leitos tem ficado acima dos 85% aos fins de semana.

Boscardin diz que é difícil estimar como será a visitação no inverno deste ano na comparação com 2017, mas adianta que, em princípio, o ano de 2018 deverá ter um resultado melhor. Vai depender, conforme ele, entre outros fatores, da confiança do consumidor diante do cenário eleitoral, que ainda tem muitas incertezas.

Por outro lado, a perspectiva de um inverno mais frio que o do último ano e com chuva abaixo da média é um fator positivo. Já o dólar alto, na visão dele, pode ajudar um pouco, mas não de forma significativa. Para o empresário, ainda há muita oscilação no valor da moeda, o que, aliado a ações do governo buscando segurar o câmbio, não tem provocado nos consumidores uma percepção de que ele subirá muito mais.

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