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Conjuntura06/06/2018 | 19h29Atualizada em 06/06/2018 | 19h29

Economia caxiense se mantém no azul

Queda de abril em relação a março foi de 1,2%. No entanto, no acumulado dos12 meses, desempenho bate a barreira dos 10%

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A economia caxiense fechou o mês de abril com queda de 1,2% em relação a março, mas no acumulado do ano e dos últimos 12 meses os índices se mantêm positivos. Os números foram divulgados na tarde desta quarta-feira  pela Câmara de Indústria, Comércio e Serviços (CIC) e Câmara dos Dirigentes Lojistas (CDL) de Caxias do Sul.

Entre as justificativas do recuo de abril está a de que é um mês com menos atividades do que março, com feriados e um dia útil a menos. 

 O clima das lideranças empresariais pós-greve dos caminhoneiros, que parou o país por 10 dias, era de incertezas. Ninguém sabe ao certo o que esperar nos próximos meses de um ano marcado por protestos, Copa do Mundo e eleições. Os reflexos das manifestações das últimas duas semanas devem aparecer no desempenho de maio, a ser divulgado em 30 dias. A expectativa é de que os índices se mantenham positivos, apesar de várias empresas terem freado a produção por conta da falta de matéria-prima.

A boa notícia é que, em abril, o crescimento dos setores no acumulado dos 12 meses voltou aos patamares dos anos de 2008 e 2009. Excluindo o pico de alta de 2010, considerado pelos economistas como "fora da curva",  os números  mostram uma retomada consistente. Comparado com abril de 2017, o crescimento foi de 9,1% e, nos últimos 12 meses, de 9,8%. Na comparação de abril com o mês anterior, os índices foram puxados para baixo pela indústria (-1,5%), que quebrou a sequência de três meses de altas consecutivas, e pelo comércio (-6,5%). Serviços fechou o mês com alta de 2,4%. 

A expectativa, agora, se volta para o fechamento do primeiro semestre e do ano. Os jogos do mundial devem trazer prejuízos para todos os setores.

— É mais uma semana de produção que vai evaporar, a exemplo do que aconteceu com a greve dos caminhoneiros — adianta o diretor de Economia e Estatística da CIC Astor Schmitt. 

No segundo semestre, as perdas devem acontecer por conta das eleições.

— Isso tudo reduz o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) do país, cuja estimativa baixou de 3,5% para 2,18%. De resto, é só aguardar que nada mais aconteça de ruim — pontua Schmitt.


Desempenho industrial

Dois itens que compõem o Índice de Desempenho Industrial (IDI/Caxias) - utilização da capacidade instalada e vendas industriais - foram negativos em abril na comparação com março, o que resultou em uma queda no índice geral de 1,5%. Nos demais itens, como horas trabalhadas, compras industriais e massa salarial, houve crescimento em abril sobre março.

Para Schmitt, o fato de as compras crescerem mais do que as vendas na comparação entre abril de 2018 e abril de 2017 significa que o nível de confiança da indústria aumentou.

— Estão comprando mais, repondo seus estoques para retomar a produção — analisa o diretor da CIC.




 
 
 

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