"Comércio caxiense não consegue reagir", diz representante da CDL - Economia - Pioneiro

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Economia 06/06/2018 | 18h26Atualizada em 06/06/2018 | 18h26

"Comércio caxiense não consegue reagir", diz representante da CDL

Desempenho de abril  teve queda de 6,53%. No acumulado do ano, setor segue com alta de 11%

"Comércio caxiense não consegue reagir", diz representante da CDL Gabriel Lain/Especial
Em maio, crescimento nas vendas do Dia das Mães deve ser impactado pela redução dos negócios no período da greve dos caminhoneiros Foto: Gabriel Lain / Especial

Após esboçar uma pequena reação em março, o comércio caxiense voltou e fechar no vermelho em abril, com queda de 6,5%. No acumulado dos últimos 12 meses, se mantém no azul, na faixa do 8%. Considerando que o ano de 2017 foi fraco para o setor,  não dá para comemorar. Os números foram divulgados na tarde desta quarta-feira pela Câmara de Dirigentes Lojiostas (CDL Caxias)

— O setor não está conseguindo reagir — destaca o assessor de economia e estatística da CDL Caxias, Mosár Leandro Ness.

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A queda do poder aquisitivo dos consumidores e a falta de datas significativas em abril estão entre as principais causas. No entanto, mesmo com o Dia das Mães, o desempenho de maio não deve ser animador.

— Estamos à deriva, sem rumo. O movimento dos caminhoneiros expôs a fragilidade do nosso governo e isso vai impactar no desempenho de todos os setores, inclusive o comércio — observa Ness.

O índice negativo de abril está presente em quase todos os segmentos, principalmente eletrodomésticos, produtos químicos e livrarias. Na área  de empregos, o comércio fechou 123 vagas  em abril e acumula perdas de 259 no acumulado dos últimos 12 meses.


 Inadimplência

O estoque de dívidas de abril cresceu 5,5% em relação a março. No acumulado do ano, o aumento foi de 32,44% e, 12 meses, de 188,41%.  As inclusões de CPFs também aumentaram em 2,98% em relação abril de 2017  e 3,36% em relação a março de 2018.  Segundo Mosár Ness, apesar da retomada da recuperação econômica,  para os inadimplentes, os efeitos ainda serão lentos.

Evolução

Acumulado no ano para os meses de abril

Abril de 2014: - 10,7%

Abril 2015: - 20,63%

Abril 2016: - 17,38%

Abril 2017: - 0,87%

Abril 2018: + 5,58%


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