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Greve dos caminhoneiros24/05/2018 | 20h08Atualizada em 24/05/2018 | 20h34

Quais as reivindicações dos caminhoneiros 

Mobilização força o governo federal a encontrar soluções para normalizar a situação do transporte de cargas

Quais as reivindicações dos caminhoneiros  Lucas Amorelli/Agencia RBS
Foto: Lucas Amorelli / Agencia RBS
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A mobilização de caminhoneiros paralisa rodovias e encurrala o governo Michel Temer.  A greve coloca à prova a capacidade de negociação do Palácio do Planalto, que tenta encontrar soluções para normalizar a situação do transporte de cargas em todo o país. Abaixo, confira quais são as reivindicações dos motoristas.

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A greve é fruto da aproximação de diversas entidades que representam a categoria e questionam as recentes elevações nos preços cobrados pelo óleo diesel. Uma das principais envolvidas é a Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos (CNTA), que reúne vários sindicatos espalhados pelo país. A adesão ao movimento ganhou força, nas últimas semanas, com a convocação de motoristas e a circulação de informações via redes sociais. 

As reivindicações

A CNTA afirma que a paralisação busca atacar ao menos três questões que elevam custos e dificultam a realização de fretes no país. 

Menos tributos

A categoria quer reduzir o peso de tributos sobre o óleo diesel e, consequentemente, diminuir o preço. Na noite de quarta-feira (23), a Câmara dos Deputados aprovou projeto que elimina a cobrança de PIS/Cofins sobre o diesel até o fim de 2018. Agora, o texto precisa passar pela chancela do Senado. 

Preços da Petrobras

Os caminhoneiros cobram revisão na política de preços dos combustíveis da Petrobras. Conforme a categoria, os ajustes quase diários dificultam a definição dos valores cobrados pelos fretes no país. Até o momento, o governo e a estatal descartaram publicamente alterações na estratégia. Em vigor desde julho de 2017, a política tenta alinhar os valores àqueles cobrados no mercado internacional. Para isso, leva em consideração a variação do dólar e do barril de petróleo. Entre investidores, a estratégia recebe elogios. Eventuais mudanças seriam vistas como ingerência política do governo na estatal.

Pagamento de pedágios

A categoria solicita a extinção da cobrança de pedágios para eixos erguidos. Hoje, no retorno de viagens, mesmo sem carga, os caminhoneiros pagam taxa referente ao número de eixos de seus veículos. A cobrança, frisa a categoria, independe de parte deles estar erguida por falta de peso. 

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