"Política de preços da gasolina é cruel", diz presidente do Sindipetro - Economia - Pioneiro
 

Combustíveis17/05/2018 | 17h32Atualizada em 17/05/2018 | 17h32

"Política de preços da gasolina é cruel", diz presidente do Sindipetro

Petrobras eleva em 1,8% o preço da gasolina e em 0,95% o do diesel. É o quarto aumento da semana

"Política de preços da gasolina é cruel", diz presidente do Sindipetro Porthus Junior/Agencia RBS
Foto: Porthus Junior / Agencia RBS

O novo reajuste de combustíveis anunciado nesta quinta-feira pela Petrobras indignou os donos de postos de combustíveis de Caxias do Sul. A alta foi de 0,95% para o diesel e de 1,8% para o preço de gasolina comercializados nas refinarias. Este é o quarto aumento nesta semana.

 O novo presidente do Sindipetro Serra, Eduardo Martins, definiu como cruel a nova política de preços em vigor desde julho de 2017. De lá pra cá, os reajustes acumulam alta de mais de 42%.  

— Não aguentamos mais esta política desigual. Estamos em pânico e não sabemos mais para que lado correr — resume Martins.

A escalada dos preços fez com que a Federação do Comércio de Combustíveis e Lubrificantes (Fecombustíveis) manifestasse publicamente sua insatisfação com a atual política. Em carta, diz que a política é perversa e que está gerando dificuldades financeiras no setor de revenda. Na próxima quarta-feira, dia 23 de maio, também vai acontecer uma audiência pública na Câmara dos Deputados para pressionar e tentar sensibilizar o governo.  

— Queremos a redução da carga tributária para manter o equilíbrio do nosso negócio — declara Martins.


Disparada nos preços

A alta acontece em meio à disparada nos preços internacionais do petróleo. Segundo a Pretrobras, o preço do diesel nas refinarias passará de R$ 2,3082  para R$ 2,3302  a partir desta sexta-feira, já o preço da gasolina passará de R$ 2,0046 para R$ 2,0407 o litro. Na quarta-feira, a companhia elevou em 1,82% o preço da gasolina, e subiu 1,76% o  diesel. Nesta quinta, o barril de petróleo Brent superou US$ 80 pela 1ª vez desde novembro de 2014.

O presidente do Sindipetro ressalta que não é justo pagar 48% de impostos. Pior ainda para que tem postos no Rio Grande do Sul, onde o ICMS é de 30%. No estado vizinho, Santa Catarina, o índice é de 25%. 

—Isso representa uma diferença de R$ 0,33 por litro — reclama.  

É importante deixar esclarecido, informa, que 22% da arrecadação de ICMS do Estado vem dos combustíveis. 


Queda no consumo

A crise que atingiu em cheio a matriz econômica de Caxias do Sul e a disparada nos preços dos combustíveis fez com que o consumo nos postos de Caxias do Sul caísse 30%.  

—Está insustentável manter o negócio funcionado — avalia o presidente do Sindipetro.

Em outros países, segundo ele, quando o valor do combustível aumenta, a carga triburtária é reduzida. 

— Do jeito que está, não dá mais. 


Impacto no preço cobrado nos postos

Na semana passada, o preço médio da gasolina nos postos de Caxias do Sul, era de R$ 4,53. Com os novos aumentos anunciados esta semana, resta aguardar para saber quanto o consumidor vai começar a pagar na próxima semana nas bombas da cidade.

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