Petrobras anuncia queda, mas não muda política de preços - Economia - Pioneiro

Versão mobile

 

Combustíveis22/05/2018 | 16h07Atualizada em 22/05/2018 | 16h30

Petrobras anuncia queda, mas não muda política de preços

Em meio a manifestações dos caminhoneiros, estatal anuncia queda de 2,08% na gasolina e 1,54% no diesel a partir desta quarta. Nas rodovias da Serra, pelo menos seis pontos tem protestos

Petrobras anuncia queda, mas não muda política de preços Marcelo Casagrande/Agencia RBS
Foto: Marcelo Casagrande / Agencia RBS
Pioneiro
Pioneiro

Com os protestos dos caminhoneiros pelas rodovias do país, o governo anunciou nesta quarta-feira a redução do preço do litro da gasolina e do óleo diesel. Com a política de preços adotada desde o ano passado, que altera quase diariamente o preço médio nas refinarias, os preços subiram nesta terça-feira, mas terão queda já na quarta-feira _2,08% na gasolina e 1,54% no diesel. A redução será a primeira após cinco dias de altas consecutivas. Nas rodovias da Serra Gaúcha, há manifestações em pelo menos seis pontos de manifestações pacíficas (sem bloqueios) na tarde desta terça-feira.

Leia mais:
Caminhoneiros protestam em rodovias da Serra, mas não há bloqueios
Após protestos contra aumento dos combustíveis, rodovias da Serra estão liberadas
Gasolina em Caxias do Sul sobe R$ 0,30 em 40 dias

Desde que a Petrobras iniciou sua nova política de preços para os combustíveis, em 3 de julho de 2017, o óleo diesel subiu 56,5% nas refinarias, segundo cálculos do Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE). O aumento acompanhou a cotação do petróleo no mercado internacional, exatamente a intenção da estatal. Mas, para os caminhoneiros, essa alta vem tornando sua atividade inviável. Nos postos de Caxias do Sul, a gasolina acumulou altas de pelo menos 45%. 

Donos de postos e Sindipetro Serra garantem que a atual política está insustentável e que os negócios estão ficando inviáveis. Assim como os consumidores, os proprietários alegam que não sabem mais para "onde correr".

Sobe e desce

A Petrobras repassa a variação da cotação do petróleo no mercado internacional, para cima ou para baixo. Desde que alterou sua política de preços, em julho do ano passado, a estatal passou a promover reajustes quase diários dos combustíveis.

A companhia refuta que seja responsável pela alta de preços ao consumidor e diz que o valor cobrado pela empresa corresponde a cerca de um terço dos preços praticados nas bombas. Maior parte do valor cobrado pelo consumidor final engloba principalmente tributos, estaduais e municipais, além da margem de lucro para distribuidoras e revendedores.

Segundo a estatal, as revisões podem ou não refletir para o consumidor final - isso depende dos postos. Mas os donos de postos também apoiam a reivindicação dos caminhoneiros, pois dizem estar perdendo margens com os aumentos de preços.


Leia também  
CIC de Caxias do Sul quer candidatos pés no chão
Manutenção do mandato do vice não altera relação com prefeito de Caxias do Sul
Édio Elói Frizzo: "Nunca optei em ser unanimidade"
Pela primeira vez, prefeito de Caxias do Sul defendeu a alteração da data da Festa da Uva  


 
 
 

Veja também

 
Pioneiro
Busca
clicRBS
Nova busca - outros