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Greve dos caminhoneiros26/05/2018 | 17h01Atualizada em 26/05/2018 | 17h08

Motoristas recebem manifestações de apoio no Km 65 da ERS-122, em Caxias

Na tarde deste sábado, agricultores, condutores de vans e até barbeiros foram prestar solidariedade

Motoristas recebem manifestações de apoio no Km 65 da ERS-122, em Caxias Felipe Nyland/Agencia RBS
Veículos de passeio têm passagem liberada, e, na tarde deste sábado, maioria passava buzinando em apoio aos manifestantes Foto: Felipe Nyland / Agencia RBS
Maristela Scheuer Deves
Maristela Scheuer Deves

maristela.deves@pioneiro.com

Carros, motos e ciclistas que passam buzinando e acenando. Agricultores que se unem ao protesto, levando tratores e carretas agrícolas (ou tuc-tucs) até onde os caminhoneiros estão aglomerados. Bandeiras do Brasil levantadas no canteiro central e agitadas a cada veículo que passa. Assim era o cenário, na tarde deste sábado, no Km 65 da ERS-122, próximo a Forqueta, em Caxias do Sul, um dos mais de 20 pontos de concentração da greve dos caminhoneiros na Serra.

— Não é só pelo diesel, é para todo o Brasil, é para mudar. Precisa de uma reforma — declarou o metalúrgico Fernando Mussoi, que há quatro dias se uniu às manifestações.

No início da tarde, mais de duas dezenas de vans, a maioria de transporte escolar e de pelo menos cinco diferentes empresas, também estava estacionada no acostamento do trecho, com cartazes de "#tamojunto". 

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A agricultora Renita Regalin, do Vale Trentino, acabava de chegar em um trator da família.

— Já tínhamos vindo na quinta, e agora voltamos para deixar as máquinas. Estamos todos muito descontentes, é questão do diesel e dessa política que não contempla as necessidades do povo — desabafou. — Se houvesse uma política justa, não estaríamos reféns de um aumento dos combustíveis.

 CAXIAS DO SUL, RS, BRASIL 26/05/2018Greve dos caminhoneiros nas margens da ERS-122 no km 65 em forqueta. (Felipe Nyland/Agência RBS)
Foto: Felipe Nyland / Agencia RBS

Paulo Jair Correa da Silva, que trabalha em uma empresa de modelagem nas proximidades, também vai diariamente até o ponto de manifestações para prestar solidariedade aos caminhoneiros:

— Que seja uma luta para melhor — declarou.

Enquanto alguns manifestantes faziam uma sapecada de pinhão próximo à via, em uma barraca ao lado dois barbeiros de Farroupilha faziam cabelo e barba dos manifestantes.

— Queremos fazer a nossa parte, não ficar só acompanhando pela tevê e pelas mídias sociais — disse o barbeiro Roberto Stamado.

Outro homem, que se identificou apenas como João, contou que viera de moto para se solidarizar.

— Se for preciso, vou trazer alimentos para eles.

Ainda não há previsão de quando as manifestações serão encerradas.

 CAXIAS DO SUL, RS, BRASIL 26/05/2018Greve dos caminhoneiros nas margens da ERS-122 no km 65 em forqueta. (Felipe Nyland/Agência RBS)
Bandeiraço no canteiro central da rodoviaFoto: Felipe Nyland / Agencia RBS

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