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Protesto de caminhoneiros24/05/2018 | 15h58

Escassez de produtos faz preços subirem na Ceasa em Caxias

O que havia em estoque está sendo vendido mais caro pelos atacadistas

Escassez de produtos faz preços subirem na Ceasa em Caxias Diogo Sallaberry/Agencia RBS
Foto: Diogo Sallaberry / Agencia RBS

A Ceasa Serra teve um dia atípico nesta quinta-feira. Acostumados ao ritmo frenético do dia de maior movimento na central de compra e venda de hortifrutigranjeiros, a sensação ao percorrer os boxes, nesta manhã, era de um estranho vazio.

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Com a ausência dos caminhões dos fornecedores, que normalmente estacionam junto aos terminais trazendo produtos de outros estados, como São Paulo e Espírito Santo, a maioria dos compradores dos municípios da região, que vêm ao local buscar as mercadorias para abastecer mercados e fruteiras das suas cidades também não vieram. Os poucos que conseguiram driblar os pontos de protesto e bloqueios compraram produtos bem mais caros do que o habitual.

É a velha lei da oferta e da procura que rege o mercado: pouco produto circulando significa aumento no preço. A batata, por exemplo, que dias atrás era vendida a R$ 90, o saco de 50 quilos, estava sendo comercializada ontem a R$ 100. Isso que os atacadistas ainda estão conseguindo trazer o produto de agricultores da região, como São Francisco de Paula, Bom Jesus e São José dos Ausentes. Mesmo assim, o atacadista Agostinho Baldasso, 65 anos, revelou que a carga de 200 sacos, recebida na quarta, deveria durar apenas até o final do dia.

Outro atacadista que trabalha basicamente com frutas já estava descartando parte do mamão que tinha armazenado porque os comerciantes da região não conseguiram passar pelos bloqueios para buscar as mercadorias que começaram a estragar nas caixas.

 CAXIAS DO SUL, RS, BRASIL, 24/05/2018. Atacadistas que compram hortifrutigranjeiros de outros estados para vender na região estão quase sem produtos. Os que têm já subiram os preços. Quem conseguiu chegar a Ceasa para comprar mercadorias vai tentar desvios para voltar com as cargas e entregar os produtos. (Diogo Sallaberry/Agência RBS)
Foto: Diogo Sallaberry / Agencia RBS

– É desabastecimento lá (nos estabelecimentos da região) e, aqui não conseguimos reabastecer para vender. Agora quem tem mercadoria é uma fortuna, semana que vem, quando a greve acabar, o preço estará lá embaixo – resumiu Bruno Trausburg, 34 anos, que está com dois caminhões parados em Santa Catarina e um no Espírito Santo.

Outro atacadista também confirmou o aumento no preço do tomate. O saco de 22 quilos que antes era vendido a R$ 60, nesta quinta custava R$ 80, um reajuste de mais de 30%.

Por enquanto os fretistas que a reportagem encontrou na Ceasa Serra nesta manhã disseram que não alteraram o valor do frete em função da variação do custo do diesel.

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