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Agricultura13/04/2018 | 18h10Atualizada em 14/04/2018 | 14h08

"É uma afronta", diz agricultor de Caxias sobre os javalis

Produtor vai pelo menos três vezes por noite até a lavoura para espantar os animais

"É uma afronta", diz agricultor de Caxias sobre os javalis Marcelo Casagrande/Agencia RBS
Produtor Nestor Juarez dos Passo mostra as clareiras em seu milharal por onde os porcos-bravos passaram. Eles derrubam o pé, comem parte da espiga e deixam o resto pelo chão. O prejuízo é certo Foto: Marcelo Casagrande / Agencia RBS

O agricultor Nestor Juarez dos Passos, 54 anos, sempre trabalhou na roça. Ele mora em Vila Seca, interior de Caxias do Sul,  há mais de 50 anos e assegura que o número de javalis em suas lavouras cresce a cada ano. 

— Em uma noite eles podem destruir a produção de um hectare de milho — releva. 

Por conta disso, ele praticamente não dorme. Pelo menos três vezes por noite, reúne seus cães, pega a espingarda e vai até as lavouras conferir se os javalis estão por lá.

— Geralmente estão. São malhadas (grupos) de  20 — conta.

>>>>Assista ao vídeo e confira como os javalis percorrem a região e invadem as lavouras

Nas plantações de milho de Passos, as clareiras abertas pelos javalis são fáceis de visualizar. Eles derrubam a planta e comem pouco mais da metade da espiga. O resto eles deixam lá.

— Só vão embora quanto estão de barriga cheia. Eles já não têm medo dos cachorros e nem dos tiros que dou para o alto e tentar assustá-los. Chega a ser uma afronta — conta o agricultor.

Ele foi um dos tantos agricultores de deixaram de plantar milho para vender. Hoje, ele trabalha com a produção de leite e queijo. Os três hectares de grãos cultivados são para alimentar as vacas de leite. Como manter o cultivo está difícil, a saída é colher o milho antes de estar pronto e fazer silagem, quando o alimento é moído e conservado para ser fornecido aos animais. 

— Enquanto a planta estiver em pé, eles vão continuar comendo. Então, vou cortar e moer o que sobrou.

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