Acidentes graves de trabalho na Serra sobem 25% em 2017 - Economia - Pioneiro
 

Saúde do trabalhador30/04/2018 | 11h34

Acidentes graves de trabalho na Serra sobem 25% em 2017

Estatística referente a 49 municípios teve aumento de 756 casos, em 2016, para 948, em 2017

A Serra Gaúcha teve 948 registros de acidentes graves de trabalho em 2017, um aumento de 25% em relação aos 756 casos de 2016. Os dados registrados na rede de saúde são de 49 municípios da região e foram compilados pelo Centro de Referência em Saúde do Trabalhador da Serra Gaúcha (Cerest Serra). 

Neste sábado, dia 28 de abril, é celebrado o Dia Mundial da Segurança e da Saúde no Trabalho. Os acidentes graves são os casos em que o trabalhador precisou ser hospitalizado, quando teve amputação ou mutilação de algum membro ou sofreu queimaduras graves, as mortes de trabalhadores e todos os acidentes com adolescentes.

Em Caxias, esse número aumentou de 463 para 491 casos. O município de Bento Gonçalves chama atenção: as notificações aumentaram de 94 para 186.

No total de ocorrências, incluindo todos os acidentes e doenças ocupacionais, os registros na Serra subiram de 9.919 para 11.170. Só em Caxias, no ano passado, foram 4.356 notificações. Os ramos produtivos mais atingidos na cidade são indústria da transformação; comércio; atividades imobiliárias, aluguéis e serviços prestados a empresas; construção civil; saúde e serviços sociais.

Conforme a coordenadora do Cerest Serra, Nicieli Sguissardi, o aumento nos registros não significa necessariamente que tenha crescido na prática o número de acidentes, mas pode estar relacionado a uma maior inserção de dados no sistema. Ela observa que foi feito um trabalho ao longo do ano de 2017 junto aos municípios, muitos deles com estatística ainda zerada, para que notificassem os casos no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), base a partir da qual o Cerest reúne os dados.

Para que os acidentes diminuam, Nicieli afirma que são necessárias mais ações preventivas. Ela afirma que, por vezes, o foco se limita ao uso de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), quando essa deveria ser a última alternativa de prevenção, o que também é preconizado pelo Ministério do Trabalho. A coordenadora observa que devem ser feitas ações contínuas e coletivas onde as pessoas trabalham, e não apenas medidas individuais de proteção.

 
 
 

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