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Proteciosismo09/03/2018 | 16h14Atualizada em 09/03/2018 | 16h17

Indústrias da Serra podem ser impactadas com medida de Trump para o preço do aço

Maior parte da matéria-prima das grandes empresas da Serra é comprada diretamente de siderúrgicas brasileiras que exportam para os Estados Unidos

Indústrias da Serra podem ser impactadas com medida de Trump para o preço do aço Roni Rigon/Agencia RBS
Cerca de 5% do aço produzido no Brasil é consumido na Serra Gaúcha Foto: Roni Rigon / Agencia RBS

O aço é uma das principais matérias-primas da indústria da Serra, principalmente no setor automotivo pesado. De acordo com Getulio Fonseca, diretor do Sindicato das Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e de Material Elétrico de Caxias do Sul (Simecs), cerca de 5% do aço produzido no Brasil é consumido na Serra Gaúcha. Com a medida protecionista do presidente americano Donald Trump, de aumentar as taxas de importação para 25% ao aço e  10% ao alumínio, Fonseca acredita que pode haver um reflexo positivo para as indústrias da região.

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Segundo o diretor do Simecs, as grandes fabricantes de Caxias que mais utilizam esse tipo de matéria-prima, como Randon, Marcopolo, Agrale e Meincol, costumam comprar direto de siderúrgicas brasileiras. Se quem vende o aço no país deixa de exportar para os Estados Unidos por conta da barreira imposta por Trump, Fonseca acredita que vai haver uma oportunidade com a sobra brasileira para o mercado interno. Isso porque os Estados Unidos são o segundo país para onde o Brasil mais exporta aço. 

Fonseca acredita que com a taxação imposta por Trump o preço da matéria-prima vai cair por conta do aumento da demanda brasileira. Vale ressaltar que as empresas do polo metalmecânico da Serra tiveram redução de 13% nas exportações dos produtos acabados em 2017.

Outra indústria da Serra que é voltada para exportações é a moveleira, porém esta não deve ser impactada. Segundo Leonardo Dartora, diretor internacional do Sindicato das Indústrias do Mobiliário (Sindmóveis) de Bento Gonçalves, o aço e o alumínio utilizados na fabricação de móveis é enquadrado na categoria componentes e não sofre taxação.

 
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