Empresários da Serra repudiam proposta de reajuste de quase 20% na conta de luz - Economia - Pioneiro

Versão mobile

 

Energia elétrica29/03/2018 | 08h00Atualizada em 29/03/2018 | 08h00

Empresários da Serra repudiam proposta de reajuste de quase 20% na conta de luz

Aneel aprovou audiência para discutir a revisão tarifária da RGE

Empresários da Serra repudiam proposta de reajuste de quase 20% na conta de luz Roni Rigon/Agencia RBS
Contas de luz devem chegar com índices Foto: Roni Rigon / Agencia RBS

Lideranças empresariais da Serra Gaúcha estão repudiando a proposta de reajuste da energia elétrica em 19,5%. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou audiência pública para discutir a revisão tarifária periódica da Rio Grande Energia (RGE). A empresa, que é da CPFL, atende a 1,4 milhão de unidades consumidoras localizadas em 255 municípios do Rio Grande do Sul, entre eles Caxias do Sul.

Leia mais:  
Como a economia caxiense começou o ano

O aumento médio proposto é de 19,73% para consumidores residenciais. Para usuários de alta tensão, como indústrias, a elevação proposta é de 19,05%. O efeito médio na tarifa de energia a ficaria, portanto, em 19,5%.  Uma sessão presencial para discutir o tema será realizada em Caxias do Sul no dia 26 de abril. O reajuste a ser definido entra em vigor em 19 de junho. 

O presidente do Sindicato das Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e de Material Elétrico de Caxias do Sul  (Simecs), Reomar Slaviero, rejeita a proposta e diz que as empresas não têm como absorver este percentual de reajuste. 

— Vai ser um baque na produção. Elas (as empresas) estão tentando pagar as dívidas e se recuperar da crise. A proposta não condiz com a atual situação econômica — salienta.

A mesma posição é compartilhada pelo gerente industrial de uma das empresas de móveis do grupo Bertolini, em Bento Gonçalves, Cristiano Couto.

— Se a proposta for aprovada, vai nos tirar ainda mais a competitividade no mercado.

Na Bertolini, o consumo de energia elétrica representa 5% do custo operacional. 

Em Caxias, o diretor da Legran, Derli Silveira, adianta que a empresa não tem como repassar este custo para o consumidor.

— Este (o aumento da luz) é um dos motivos que tira dos empresários a capacidade de investir. O impacto vai ter efeito cascata — reclama.

A economista Maria Carolina Gullo diz que as classes empresarial e consumidora têm que se unir e  reivindicar a transparência deste cálculo.

— A energia é um insumo básico da matriz econômica de Caxias. Não dá para aceitar que a responsabilidade de equilibrar as contas da  distribuidora seja repassada aos consumidores.

Em junho de 2017, alta foi de 5,84%

Em junho de 2017, a Aneel aprovou o reajuste tarifário anual da área de concessão da RGE em 5,84% para consumidores residenciais, 3,81% para a alta tensão em indústrias e 5,77% para baixa tensão.

Segundo a Aneel, a revisão tarifária deste ano está prevista nos contratos de concessão e tem por objetivo obter o equilíbrio das tarifas com base na remuneração dos investimentos das empresas voltados para a prestação dos serviços de distribuição e a cobertura de despesas efetivamente reconhecidas pela agência.

Tanto a RGE quanto a RGE Sul passarão por revisão tarifária em 2018. A RGE Sul tem data base em 19 de abril e já está com a revisão em andamento. Quando há este processo, não ocorre o tradicional reajuste anual. (Com Giane Guerra/GaúchaZH).

Leia também:  
Veja quem são os 10 mil gaúchos que foram convocados pelo INSS para revisão de benefícios
Serra precisa de investimentos de quase R$ 6 bilhões em logística até 2039, aponta estudo

 
 
 

Veja também

 
Pioneiro
Busca
clicRBS
Nova busca - outros