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Combustíveis27/02/2018 | 14h28Atualizada em 27/02/2018 | 14h28

Saiba quais distribuidoras terão que explicar queda nos preços da gasolina

Elas serão notificadas a partir de hoje pelo Ministério Público Federal. Autor da denúncia de dumping diz ter mais provas

Saiba quais distribuidoras terão que explicar queda nos preços da gasolina Diogo Sallaberry/Agencia RBS
Na maioria dos postos é possível abastecer a R$ 3,75 Foto: Diogo Sallaberry / Agencia RBS

As distribuidoras Shell, Ipiranga e Petrobras devem receber notificações do Ministério Público Federal (MPF) ainda hoje. Elas terão cinco dias úteis para apresentarem justificativas sobre a redução repentina no valor da gasolina comum das bombas dos postos de Caxias do Sul.  Os preços ficam entre R$ 3,75 e R$ 4. A denúncia foi formalizada pelo proprietário do posto São Pelegrino ainda na sexta-feira junto ao MPF. O caso também foi encaminhado ao Procon Caxias, Ministério Público Estadual e, hoje, à Polícia Federal.

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 Hoje à tarde o advogado do posto São Pelegrino, Marcelo Andreola, tem reunião agendada com o promotor Fabiano de Moraes para apresentar novas provas.  Ele sustenta a acusação de dumping  –  uma prática comercial que consiste em uma ou mais empresas venderem seus produtos, mercadorias ou serviços por preços extraordinariamente abaixo de valor por um tempo, visando prejudicar e eliminar os fabricantes de produtos similares concorrentes no local, passando então a dominar o mercado e impondo preços altos.

Geralmente apresentando o menor preço da cidade por trabalhar com bandeira branca (sem marca) o poto São Pelegrino viu o movimento cair em cerca de 70% na última semana, devido ao movimento denominado pelo diretor do Procon, Luiz Fernando Horn, como um circo dos combustíveis. 

Se o dumping foi comprovado,  as empresas serão acusadas de crime contra a ordem econômica.

Horn diz que as atuais promoções são favoráveis momentaneamente para os consumidores.

— Queremos que os valores sejam reduzidos permanentemente. Se as distribuidoras estão subsidiando os custos, o risco de dumping é alto — diz. 

O  presidente do Sindipetro Serra, Luiz Henrique Martiningui, reforça que as promoções arrojadas são pontuais e que estão sendo feitas em parceria entre postos e distribuidoras. 

— A margem de lucro, tanto das revendas como das distribuidoras, está sendo sacrificada — destaca.

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