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Caixa-Forte06/02/2018 | 17h46Atualizada em 06/02/2018 | 19h40

Quinta Estação terá de deixar construção histórica em Caxias do Sul

Com 22 anos de mercado, casa de eventos e restaurante foi comunicada que precisará liberar espaço no começo de 2019 porque local sediará novo prédio

Quinta Estação terá de deixar construção histórica em Caxias do Sul Diogo Sallaberry/Agencia RBS
Já está decidido que neste ano o Quinta Estação ficará no ponto, muito buscado para casamentos, formaturas e aniversários de 15 anos Foto: Diogo Sallaberry / Agencia RBS

Após 22 anos utilizando a construção histórica de 1957, com quase mil metros quadrados, o Quinta Estação/Eventos terá de deixar o nobre ponto no bairro Exposição, em Caxias do Sul.

Ocorre que as famílias Antunes e Rezende, proprietárias da casa, estão em negociação com a Eccel Engenharia para construir um prédio, ainda em fase de formatação de projeto, no terreno, o que possivelmente exigirá a demolição da estrutura, ou de parte dela.

Embora o contrato entre Vicente Perini Filho, diretor e “cozinheiro” do Quinta, vigore até 2021, o empresário foi comunicado que terá de deixar antecipadamente o espaço. No momento, está em tratativas “amigáveis” e luta para manter seu restaurante e complexo de eventos na edificação até o primeiro semestre de 2019, pelo menos até março ou abril.

Já está decidido que neste ano o Quinta Estação ficará no ponto. As negociações agora envolvem “uma decisão coerente” sobre o prazo final para deixar o endereço e as multas rescisórias por quebra de contrato, evitando assim processos judiciais, aponta Perini.

Com a indefinição em relação a 2019, Perini tem dificuldades em agendar eventos como casamentos, formaturas e festas de 15 anos, que exigem planejamento prévio. Seriam pelo menos 20 festas já impactadas pela decisão, o que representa prejuízo financeiro, até porque o Quinta Estação havia investido na reforma de um dos cinco salões.

– Alguns eventos desmarquei e outros não peguei para o ano que vem –detalha o novo presidente para a gestão 2018/2021 do Sindicato Empresarial de Gastronomia e Hotelaria Região Uva e Vinho (SEGH).

Mas o empresário não desanima. Está focando nas celebrações de 2018 (que devem fechar em 50 –  já são, por enquanto, 30 agendadas) e mantém o almoço executivo de segunda a sexta-feira no ponto estratégico próximo ao Fórum. E não é só: já se articula para buscar alternativas de espaços e parcerias para transferir o Quinta Estação, incluindo o restaurante, e potencializar sua expertise em eventos. Dois ou três lugares, inclusive novos, estão em análise para sediar a marca a partir do próximo ano.

– Era uma chácara dentro do Centro. Teremos de nos recriar – define Perini, já adiantando que será difícil que utilize o modelo de casa para prosseguir o negócio.

– Ao menos que a compre, pois a construção civil não para – salienta. 

A saber: hoje com 22 funcionários, o Quinta Estação nasceu em 1996 como danceteria e bar, depois virou cervejaria e casa de shows, e desde 2006 está nesse atual formato. A estrutura compreende salões de festa, restaurante, jardim externo e danceteria. No ano passado, cresceu pelo menos 5%. Houve casais que se conheceram na boate do Quinta e lá fizeram a festa de casamento.

 
 
 

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