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Gasolina26/02/2018 | 20h00Atualizada em 27/02/2018 | 08h06

Distribuidoras de combustíveis dos postos de Caxias do Sul serão notificadas

A partir desta terça-feira, MPF cobra explicações sobre a redução repentina no preço da gasolina na cidade

Distribuidoras de combustíveis dos postos de Caxias do Sul serão notificadas Diogo Sallaberry/Agencia RBS
Em vários postos de Caxias, gasolina permanece ao preço de R$ 3,75 Foto: Diogo Sallaberry / Agencia RBS

A partir desta terça-feira, as distribuidoras de gasolina dos postos de Caxias do Sul começam a ser notificadas pelo Ministério Público Federal (MPF), que exige explicações sobre a redução repentina no valor do litro da gasolina comum. Desde a última quinta-feira é possível abastecer a R$ 3,75 em Caxias.

Pesquisa feita na tarde desta segunda-feira pelo Pioneiro comprova que a redução continua nas bombas. A maioria dos postos exibe placas com preço abaixo de R$ 3,80. A partir do recebimento da notificação, as distribuidoras terão cinco dias úteis para se justificar.

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Uma denúncia formalizada no final da última sexta-feira pelo dono do posto São Pelegrino, Jonatas Conti,  junto ao Procon Caxias e ao MPF, acusa postos e distribuidoras de  dumping – uma prática comercial que consiste em uma ou mais empresas venderem seus produtos, mercadorias ou serviços por preços extraordinariamente abaixo de valor por um tempo, visando prejudicar e eliminar os fabricantes de produtos similares concorrentes no local, passando então a dominar o mercado e impondo preços altos. 

O diretor do Procon Caxias, Luiz Fernando Horn, diz que o órgão está fazendo a sua parte. Ou seja, está investigando a denúncia. Ele destaca que é preciso pensar a longo prazo. A ação envolve  MPF, Ministério Público Estadual (MPE), Procon e Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).

— As atuais promoções são favoráveis momentaneamente para os consumidores. Queremos que os valores sejam reduzidos permanentemente. Se as distribuidoras estão subsidiando os custos, o risco de dumping é alto — diz. 

Para o diretor do Procon, as provas apresentadas pelo proprietário do posto São Pelegrino são fortes. Entre elas estão conversas via whatsapp de distribuidoras coagindo donos de postos a reduzirem os preços. Também foram coletadas imagens de uma mesma rede de postos praticando diferentes preços de um município para outro na Serra.  

— Se esta coação for comprovada, será considerado dumping. A briga é grande — adianta o diretor.


"Margens de revendas e distribuidoras foram sacrificadas", diz presidente do Sindipetro 

O presidente do Sindipetro Serra, Luiz Henrique Martiningui, volta a reforçar que as promoções arrojadas são pontuais. Ele não sabe prever por quanto tempo vão durar os atuais preços nas bombas, mas assegura que a ação está sendo feita em conjunto com as distribuidoras.

— A margem de lucro, tanto das revendas como das distribuidoras, está sendo sacrificada —  aponta.

Entre as causas da campanha apontada pelo dirigente, está a queda no volume de vendas provocada pela crise.  

Ele explica que com o aumento da carga tributária, anunciado em julho de 2017 pelo governo federal, o litro da gasolina comum passou a custar em torno de R$ 3,70 nas revendas. 

— Portanto, sem redução de ganho,  inclusive das distribuidoras, não tem como vender a R$ 3,75.

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