Indústrias de Caxias do Sul voltam a produzir e estimam crescer 15% em 2018 - Economia - Pioneiro
 

Retomada09/01/2018 | 07h30Atualizada em 09/01/2018 | 08h56

Indústrias de Caxias do Sul voltam a produzir e estimam crescer 15% em 2018

Empresas retomaram as atividades nesta semana. Marcopolo e Randon não pararam no final do ano

Indústrias de Caxias do Sul voltam a produzir e estimam crescer 15% em 2018 Roni Rigon/Agencia RBS
Na empresa caxiense Sulbras, as atividades estão com produção plena e expectativa é crescer 15% em 2018 Foto: Roni Rigon / Agencia RBS

Na segunda semana do ano, as empresas de Caxias do Sul retomam as atividades e, na maioria delas, a produção já está a pleno vapor.  As cerca de 50% que concederam férias coletivas retornaram as linhas de fabricação nesta segunda-feira.  

— A retomada  está plena — garante o diretor executivo do Sindicato das Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e de Material Elétrico de Caxias do Sul (Simecs), Odacir Conte. 

Grandes empresas como Randon e Marcopolo sequer pararam as atividades por completo. Na Randon, as férias foram escalonadas. Em anos anteriores, acontecia a interrupção da produção. 

— Com a baixa na produção, as férias foram programadas para acontecer no decorrer do ano passado — destaca Conte.

No caso da Marcopolo, o incêndio que ocorreu no início de setembro na unidade de plástico forçou a empresa a antecipar as férias de grande parte de seus funcionários. O ano começou com grande volume de pedidos de ônibus rodoviários e a produção está em sua capacidade máxima. E a Randon anunciou, na segunda quinzena de dezembro, a abertura de 600 novas vagas de trabalho.

São os primeiros sinais de que 2018 vai ser melhor que 2017. Conte estima um crescimento entre 10 e 15%. Em 2017, lembra ele, nesta época o cenário estava muito pessimista.

— Agora, percebemos um ânimo maior entre os empresários.

As 437 empresas associadas ao Sindicato das Indústrias de Material Plástico do Nordeste Gaúcho (Simplás) também estão com as atividades em plena produção desde ontem. O diretor executivo do Sindicado, Zeca Martins, arrisca um percentual de crescimento:

— Baseado nas baixas taxas de juros e nos pontos favoráveis aos empresários da Reforma Trabalhista, aposto em uma melhora de até 15% — sinaliza.

Assim como Conte, o executivo do Simplás também percebeu um ânimo nos empresários caxienses. 

—Eles estão investindo. É o sinal de que os negócios estão acontecendo —destaca.   

Em outubro, a economia caxiense fechou com saldo positivo de 3,1%. Os dados dos últimos dois meses do ano ainda não foram divulgados pela CIC de Caxias do Sul, mas a expectativa é de que a curva continue subindo.  

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Retomada lenta no mercado de trabalho

Apesar da boa notícia da contratação de 600 pessoas pela Randon, o mercado de trabalho ainda deve andar de forma lenta. Mas não devem acontecer novas "ondas" de demissões. Em outubro de 2017, a indústria e a construção civil empregavam cerca de 71,5 mil trabalhadores. Em outubro de 2014, o número de postos com carteira assinada ultrapassava os 90 mil.

Segundo o diretor executivo do Simecs, dificilmente Caxias voltará a este patamar, mas a melhora significativa deve acontecer somente em 2019. Entre as causas está a renovação de máquinas nas empresas que substituem parte da mão de obra. 

—As fábricas precisam se atualizar. Uma das formas é por meio de novas tecnologias — lembra.

"Vamos crescer em 2018"

A empresa caxiense Sulbras,  especializada no desenvolvimento de peças para os segmentos automotivos, de refrigeradores e ar-condicionado, começou o ano com boas perspectivas. O diretor da empresa, Leocádio Nonemacher, está otimista e segue a estimativa dos dirigentes de sindicatos e sinaliza um crescimento nos negócios de 15% este ano. 

Atendendo aos mercados do Sul, São Paulo e demais estados brasileiros, ele aposta no bom desempenho das exportações de seus clientes para concretizar as estimativas. Em 2017, as exportações caxienses registraram alta de 2,41% e superaram os 768 milhões de dólares.


 
 
 

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