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Desempenho 30/01/2018 | 17h21Atualizada em 31/01/2018 | 08h57

Depois de três anos, economia de Caxias do Sul reage e cresce 5,6%

As previsões para 2018 são boas, com expectativa de crescer 20%

Depois de três anos, economia de Caxias do Sul reage e cresce 5,6% Marcelo Casagrande/Agencia RBS
Foto: Marcelo Casagrande / Agencia RBS

O ano de 2017 fechou com notícias otimistas para a economia caxiense. O balanço divulgado pela Câmara de Indústria, Comércio e Serviços (CIC) e Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Caxias do Sul mostra que, depois de três anos em queda, os números estão em oceano azul comprovado a retomada, que começou no segundo semestre — alta de 5,6%.  Apesar do fechamento de 576 vagas de trabalho, os setores da indústria, comércio e serviços mostram que é possível crescer com uma estrutura mais enxuta, ou seja, com menos funcionários.

— As empresas se reestruturaram e aprenderam a fazer mais com menos — destaca a diretora de Economia, Finanças e Estatística da CIC Maria Carolina Gullo.

A economista aponta que Caxias ainda tem muito para crescer e atingir o patamar ideal. A a boa notícia é de que a recuperação é gradativa, mas consolidada. Dificilmente o município chegará aos índices alcançados em 2010, quando a economia fechou em 21,8% e foram contratados milhares de trabalhadores, principalmente no setor da indústria.  

O vice-presidente da Indústria Carlos Zignani, demostra otimismo para este ano e prevê um crescimento de 20%.

— Dificilmente vamos mergulhar em uma nova crise — destaca.

Zignani lembrou que a indústria perdeu 22 mil empregos de 2013 a 2017 e que, neste início de ano, já se fala em recontratação de mão-de-obra em três das maiores empresas locais para os próximos meses. 

— As empresas estão com uma boa carteira de pedidos que começam a ser entregues a partir da segunda quinzena de março. 

Outro ponto destacado por Zignani é de que fazem três anos que as cidades não renovam suas frotas de ônibus. Isso deve acontecer este ano. Além disso, informa, o BNDS anunciou financiamentos para pequenas e médias empresas, o que deve impulsionar a produção.

Comércio

O comércio também fechou o ano em alta de 3%, puxado principalmente pelo desempenho de dezembro, de 18,7%. A empresária do ramo lojista e também diretora de Economia, Finanças e Estatística da CIC Idalice Manchini admite que esperava um índice maior, em torno de 8%. Ela revela que houve uma mudança de comportamento nas vendas. Segundo ela, há pouco mais de dois anos, o mês de dezembro era considerado o melhor de todos. Hoje, se equipara com maio e outubro. 

— Estamos nos adequando a esta nova realidade, inclusive na contratação de empregos temporários, que quase não tem mais. 

Exportações

As exportações cresceram 2,4% e as importações, 32,5% em 2017. Esse desempenho fez com que o saldo da balança comercial caxiense registrasse uma queda de 9,1%. Em 2017, os principais destinos das exportações caxienses foram Argentina, Chile e Estados Unidos. E os países de origem das importações foram China, Itália e Alemanha.

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