2018, o ano da retomada, da volta por cima - Economia - Pioneiro
 

Caixa-Forte01/01/2018 | 15h40Atualizada em 01/01/2018 | 15h42

2018, o ano da retomada, da volta por cima

A crise econômica deixa lições, ensinamentos e um novo jeito de planejar o futuro. Confira dicas para as empresas recuperarem a lucratividade

2018, o ano da retomada, da volta por cima arquivo pessoal/divulgação
Volnei Castilhos é consultor, professor convidado da Fundação Getulio Vargas (FGV) e palestrante Foto: arquivo pessoal / divulgação

Foram três anos de sufoco nas finanças, com mercado acanhado, demissões, fechamento de empresas e necessidade de ajustar o caixa para não inviabilizar o negócio.

O consenso entre analistas e lideranças é de que o pior já passou. 2018 será o ano da retomada, da volta por cima, mas a crise econômica deixou lições, ensinamentos e um novo jeito de viver o presente e planejar o futuro.

Para as empresas, recuperar a lucratividade será o grande desafio do ano que se inicia. Ao trabalhador, a esperança, para alguns, é de voltar ao mercado de trabalho. Para outros, recompor o salário e o poder aquisitivo são as metas. O ano traz ainda como ponto de interrogação de que forma a eleição interferirá no ambiente econômico.

A pedido da coluna, Volnei Castilhos, consultor, professor convidado da Fundação Getulio Vargas (FGV) e palestrante, dá dicas para as empresas começaram 2018 com estratégias renovadas, recuperando as perdas dos balanços e a confiança: 

LIÇÕES EMPRESARIAIS:

Valorizar o maior ativo das empresas, que são as pessoas. Gestão de pessoas é o grande diferencial das empresas de sucesso. Recomenda-se aproximar mais o RH dos profissionais.

No planejamento estratégico, avaliar as oportunidades e ameaças com a indústria 4.0, robôs inteligentes, inteligência artificial e drones. 

Investir em produtos e serviços para a ampliação da expectativa de vida da população. Apostar em vendas por meio do comércio eletrônico e buscar novos mercados no Brasil e Exterior.

Continuar aumentado as reservas de capital de giro, o rei da boa gestão. Empresas sem capital de giro próprio ficam vulneráveis. Reduzir a inadimplência para o menor número possível e vender com lucro. Conhecer melhor a situação financeira dos clientes.

Fortalecer as ações internas com os funcionários por meio do incentivo de programas de conscientização para redução de custos com foco em melhorias de processos.

Aproximação maior com os clientes. Com a crise econômica, os consumidores estão cada vez mais exigentes. O pós-venda tradicional deve ser reavaliado e reinventado. Acompanhar diariamente o comportamento do consumidor e dar retorno.

Melhorias constantes no design dos produtos. Conseguiremos responder em poucos minutos quantos anos ou meses ainda estaremos vendendo nossos produtos atuais?

A Governança Corporativa e Compliance como estratégia de sobrevivência no curto e longo prazos. A sucessão nas empresas familiares, a profissionalização e o acordo de acionistas deverão estar nas prioridades.

Além de alongar as dívidas com custos altos, é necessário melhorar a gestão para não errar novamente.

Integração maior do Comercial, RH, Financeiro, Fábrica e Marketing para recuperar o lucro perdido nos últimos anos.

Observar se estão sendo utilizadas linhas adequadas para financiar as operações de capital de giro e capital fixo da companhia.

Desenvolver na empresa o conceito de criar valor ao invés de lucro. Não se esquecer do planejamento tributário e uma contabilidade com foco em controladoria.

 
 
 

Veja também

 
Pioneiro
Busca
clicRBS
Nova busca - outros