Revendas de gás de Caxias represam reajustes - Economia - Pioneiro

Gás de Cozinha07/12/2017 | 20h10Atualizada em 07/12/2017 | 20h10

Revendas de gás de Caxias represam reajustes

Com o consumo em queda, revendedores seguram aumentos repassados pelo governo

Revendas de gás de Caxias represam reajustes Roni Rigon/Agencia RBS
Foto: Roni Rigon / Agencia RBS
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Os sucessivos aumentos anunciados pela Petrobras no Gás Natural Liquefeito (LGP) para uso residencial reduziu em até  25% os negócios nas revendas de Caxias do Sul. No ano, o botijão de 13 quilos acumula alta de 84%. Os revendedores estão sentindo na pele a queda nas vendas e tentam a absorver parte dos reajustes. O último aumento, de 8,9%,  foi anunciado na última segunda-feira e muitas revendas ainda não alteraram o preço para o consumidor final. A média cobrada na cidade é de R$ 75 (incluindo a telentrega), mas pode chegar a 80. Portanto ainda vale pesquisar.

— Estamos tentando nos manter no mercado. Está bem complicado —reclama o gerente de vendas da Liquigás do bairro Pioneiro, Vlademir Cardoso Junior. 

O proprietário da Gás Fantitel, André Luiz Dall’Agnese, também reclama do recuo nos negócios. A empresa reduziu o valor de R$ 80 (em 17 de outubro) para R$ 78 (ontem).

— Estamos apostando na quantidade, com margem de lucro reduzida  —destaca.

A Estrela Comércio de Gás chegou a vender cerca de 500 botijões por dia. Atualmente, vende cerca de 220.  Embora no inverno, a procura seja maior, a revenda sente o recuo nas vendas.

— Estamos represando os aumentos. Se o governo não aumentar mais até o final do ano, já estamos satisfeitos — ressalta o sócio proprietário Samuel Frighetto.

Na Al Gás, a proprietária Viviane Lira, reclama que as vendas estão muito fracas e que, por isso, está segurando ao máximo o repasse. No primeiro semestre o número de botijões vendidos por dia ultrapassava os 240. 

— Agora, são menos de 180 — informa. 

Queda de 25%.

Petrobrás anuncia mudança na metodologia de reajustes

Ontem, a Petrobras decidiu rever a metodologia que estava sendo utilizada desde junho deste ano para o combustível. De acordo com o Grupo Executivo de Mercado de Preços (GEMP), “embora os preços do GLP praticados no Brasil devam ser referenciados ao mercado internacional, esta metodologia necessita ser revista. O fundamento para isso é que o mercado de referência (butano e propano na Europa) está apresentando alta volatilidade nos preços, agravada pela sazonalidade (inverno) naquela região”, disse a estatal em nota, afirmando que o último aumento, de 8,9%, encerrou o uso da regra vigente. A empresa não informou como será a nova metodologia.

O grupo admitiu que vai buscar uma alternativa que suavize os impactos derivados da transferência dessa volatilidade para os preços domésticos.

“Esta revisão se aplicará exclusivamente ao GLP de uso residencial, comercializado em botijões de 13kg, e não terá reflexo sobre os demais derivados comercializados pela Petrobras”, ressaltou a estatal.

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