Municípios da Serra têm queda de até 25% na safra de pêssegos  - Economia - Pioneiro

Fruticultura05/12/2017 | 07h30Atualizada em 05/12/2017 | 08h52

Municípios da Serra têm queda de até 25% na safra de pêssegos 

Falta de frio atingiu a produção da fruta; Em Pinto Bandeira, quebra em lavouras chega a 40%

Municípios da Serra têm queda de até 25% na safra de pêssegos  Felipe Nyland/Agencia RBS
Ronaldo e Pietro Ferrari lamentam a queda na produção, mas comemoram a qualidade da safra deste ano Foto: Felipe Nyland / Agencia RBS

Quem aprecia o sabor do pêssego, deve desembolsar mais dinheiro para conseguir colocar a fruta na mesa.  A queda na safra deste ano deve passar dos 25%.  Com isso, o preço por quilo nas gôndolas também está mais alto – cerca de R$ 5.  Dados da Emater/RS-Ascar apontam que nos municípios da Serra, a quebra na colheita deve chegar a pelo menos 25%. Serão colhidas 46.750 toneladas – na safra passada foram mais de 58  mil toneladas. A causa, segundo o engenheiro agrônomo da Emater Ênio Todeschini, foi a falta de frio.

— As plantas tiveram uma brotação desuniforme, gerando frutos de menor calibre e uma quantidade considerável de descarte de frutas por apresentarem caroço aberto, devido a uma friagem na florada —  explica Todeschini.

Em Pinto Bandeira

Em Pinto Bandeira, maior produtor de pêssegos de mesa do Brasil, a produção será até 40% menor. 

Dados da Secretaria da Agricultura apontam para uma safra de 15 mil toneladas (15 millhões de quilos). No ano passado, foram cerca de 20 mil toneladas. 

— A quebra fica entre 35% e 40% — sinaliza o secretário da Agricultura, Daniel Pavan.

Na propriedade de Ronaldo Ferrari, os pessegueiros já produziram muito mais. No ano passado a safra foi recorde, com mais de 26 toneladas. Este ano, serão cerca de 20.

— A esperança é recuperar parte do prejuízo no valor pago por quilo —destaca Ferrari, 51 anos, que tem 15 hectares de área plantados e conta com a ajuda do filho, Pietro, e mais cinco funcionários. 

A expectativa é receber em torno de R$ 2 o quilo. Toda a safra vai para os estados de São Paulo e Rio de Janeiro.

Mais sabor

Os pés de pessegueiros estão com menos frutas, mas com qualidade superior. O tamanho e o colorido dos pêssegos encantam. É bonito de ver. Cabem menos de três unidades em cada mão. Pavan comemora a boa qualidade. O clima mais seco favoreceu a chegada dos raios solares. 

Todeschini, da Emater, também garante que a qualidade está boa. Segundo ele, a diferença de temperatura entre o dia e a noite na época da colheita, chamado de gradiente térmico, melhorou a qualidade, a cor e o sabor.  A friozinho das noites também reduziu a incidência de pragas nas plantas e frutas.

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