Marcopolo estava vivendo o melhor trimestre do ano - Economia - Pioneiro

Caixa-Forte05/09/2017 | 18h39Atualizada em 05/09/2017 | 18h39

Marcopolo estava vivendo o melhor trimestre do ano

O baque não é só na fabricante, mas em um setor que é o carro-chefe econômico de Caxias e que amargou nos últimos anos a sua pior crise

Marcopolo estava vivendo o melhor trimestre do ano Marcelo Casagrande/Agencia RBS
Foto: Marcelo Casagrande / Agencia RBS

Foi no melhor trimestre do ano, quando os contratos em carteira garantiam a produção de ônibus até dezembro, que a Marcopolo (e Caxias do Sul) foi atordoada pelo incêndio na unidade de plásticos do complexo de Ana Rech.

O baque não é apenas na Marcopolo, mas em um setor que é o carro-chefe econômico da cidade e que amargou nos últimos anos a sua pior crise, quando o mercado nacional de ônibus minguou para um terço do que era no primeiro semestre de 2013, antes da retração econômica.

A partir de abril de 2017, a empresa voltou a respirar, a ponto de ver sua receita líquida crescer mais de 20% no primeiro semestre, ao alcançar R$ 1,295 bilhão. O segundo estava sendo ainda melhor, com a média de 18 ônibus fabricados por dia. Em agosto, foram produzidos 340 ônibus rodoviários nessa planta.

Ainda sem todas as respostas, Francisco Gomes Neto, CEO da companhia, garantiu: a Marcopolo montou uma força-tarefa e trabalhará 24 horas por dia para buscar soluções, para "direcionar toda a energia positiva para o lado certo."

Parceira desde 1998 da Marcopolo, a Agrale colocou sua fábrica 3 à disposição para dar o suporte necessário à fabricação de plásticos e, inclusive, de moldes. As equipes técnicas das duas empresas já estão apurando as formas de dar encaminhamento à essa nova aliança.  

 

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