Decisão sobre o futuro da Guerra SA, de Caxias do Sul, está nas mãos de juíza  - Economia - Pioneiro

Impasse14/09/2017 | 20h30Atualizada em 15/09/2017 | 11h07

Decisão sobre o futuro da Guerra SA, de Caxias do Sul, está nas mãos de juíza 

Por meio do auxiliar Adeildo Moura, a magistrada Claudia Brugger acenou para a possibilidade de uma definição sobre a homologação do plano de recuperação da empresa caxiense em até 30 dias

Decisão sobre o futuro da Guerra SA, de Caxias do Sul, está nas mãos de juíza  Marcio Goulart/divulgação
Foto: Marcio Goulart / divulgação

Após a votação do plano de recuperação judicial da Guerra, no início de julho, a discussão sobre o futuro da empresa voltou para o âmbito do Judiciário. A juíza da 4ª Vara Cível de Caxias do Sul Cláudia Brugger é a responsável pelo processo, cuja sentença ainda não tem uma data exata para ser proferida.

Segundo o auxiliar da juíza, Adeildo Moura, é possível que haja uma definição em até 30 dias. No entanto, tudo depende se não haverá mais pedidos de recursos por parte dos interessados no processo. No entanto, Moura lembra que o estágio atual do processo não permite muitas possibilidades de recursos, o que leva a crer que em breve a magistrada poderá fazer a sentença.

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— A esperança é que os autos estejam conclusos para sentença o quanto antes, como já era para ter vindo, se não fossem as petições e recursos interpostos. Todavia, estipular prazo poderia gerar ainda mais ansiedade nos funcionários da empresa — justifica o auxiliar. 

Atualmente, o processo tramita de forma prioritária. O drama vivenciado pelos funcionários da fabricante de implementos rodoviários não necessariamente deve acelerar o trâmite. Isso porque Moura esclarece que é necessário analisar os recursos que chegam e cumprir todas as etapas legais, evitando que se anulem atos e, assim, se atrase ainda mais o andamento do processo.

Na semana passada, o advogado Angelo Coelho, que representa os acionistas majoritários da Guerra, esteve em Caxias para conversar com a juíza e pedir para que uma decisão sobre o plano de recuperação seja tomada o quanto antes.

— A decisão está nas mãos da juíza — salienta Angelo.

As dívidas da Guerra com os credores ultrapassa a casa dos R$ 200 milhões. As trabalhistas ficam em torno de R$ 14 milhões. 

 

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