Badesul pretende liberar mais de R$ 400 milhões em 2017 - Economia - Pioneiro

Desenvolvimento11/09/2017 | 18h54Atualizada em 11/09/2017 | 18h54

Badesul pretende liberar mais de R$ 400 milhões em 2017

Entre regiões gaúchas, Serra deverá ser a segunda a receber mais recursos

Dinheiro para financiar projetos de empresas e de municípios gaúchos não faltará, desde que haja projetos consistentes. Esse foi o recado dado pela diretora-presidente do Badesul, Susana Kakuta, ao empresariado caxiense durante a reunião-almoço da Câmara de Indústria, Comércio e Serviços de Caxias do Sul (CIC) de ontem. Neste ano, a agência de fomento do governo do Estado deverá liberar mais de R$ 400 milhões, sendo a Serra a segunda região com mais iniciativas contempladas.

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Hoje, o saldo de operações em carteira do Badesul chega aos R$ 3,4 bilhões, sendo R$ 303 milhões especificamente na Serra. A região só perde para a Metropolitana e Delta do Jacuí no volume de liberações.

Susana lembra que o contexto de crise também atingiu em cheio o banco de fomento gaúcho. Os R$ 278 milhões liberados em 2016 representaram o pior resultado desde 2008. Segundo a dirigente, uma série de operações mal realizadas também impactou na situação vivida pela instituição. O banco de fomento sofreu um calote de mais de R$ 100 milhões nos últimos anos, de projetos financiados sem garantias. Ao todo, o Badesul injetou capital em 37 empresas que hoje estão em recuperação judicial, num montante que chega a R$ 480 milhões.

Mudanças no radar

Nos últimos meses, o Badesul entrou no radar das instituições que poderão ser privatizadas ou federalizadas pelo governo de José Ivo Sartori como contrapartida a um alívio fiscal a ser concedido pelo governo federal. A União já deixou claro que exigirá ativos do Estado como garantia à adesão ao Regime de Recuperação Fiscal. Diante disso, o banco de fomento e o BRDE são duas das instituições cotadas para entrar no acordo.

Susana não marca posição quanto à venda ou à federalização do Badesul. No entanto, a presidente lembra que o papel da instituição é diferente daquele exercido pelas instituições bancárias tradicionais.

- Temos um olhar focado no desenvolvimento. O Badesul é uma ferramenta imprescindível especialmente para os desafios que o Rio Grande do Sul tem pela frente.

Por outro lado, Susana diz entender o contexto de dificuldade pelo qual o Estado passa e afirma que, se o governo optar por negociar a agência, ela hoje possui valor de mercado.

- Se for imperiosa a questão (da privatização) do Badesul, acho que ele hoje já tem valor para o Estado. Mas se for para um processo de privatização, que não perca suas peculiaridades locais – aponta.

 

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