"O Brasil passou por um terremoto escala 7", diz economista em Caxias do Sul - Economia - Pioneiro

Mercado28/08/2017 | 16h22Atualizada em 28/08/2017 | 16h24

"O Brasil passou por um terremoto escala 7", diz economista em Caxias do Sul

Para o especialista Ivo Chermont Prochnik, que palestrou hoje na reunião-almoço da CIC,  o pior da economia está passando



— Estamos começando a sair do buraco.

É o que garante o economista-chefe da Quantitas Assest Management, Ivo Chermont Prochnik, que palestrou hoje na reunião-almoço da Câmara de Indústria, Comércio e Serviços (CIC). Segundo ele, o Brasil acabou de passar por um terremoto escala sete e, agora, começa a fase de recuperação. Lenta, mas é um começo para a curva começar a mudar de direção.

Foto: Gilmar Gomes / Divulgação

Chermont reconhece que o cenário da economia ainda é horrível, mas tem três motivos básicos para acreditar que o país volte a decolar: o endividamento começou a cair, a confiança dos empresários está voltando e o desemprego está caindo.

— Repito, ainda está ruim, mas deixou de estar muito ruim — ressalta.

Até o final de 2018, ele prevê uma queda contínua da inflação e até o final deste ano, o índice deve fechar em 3,4%.

— Há dois anos estava em 11%. A queda representa que o poder de compra vai aumentar gradativamente. E isso é bom para todos os setores.

Segundo o economista, o desenvolvimento do país está bastante atrelado a questões como ajuste fiscal, diminuição da taxa de juros, aumento da produtividade e retomada da confiança. Ele prevê que, em outubro deste ano, a taxa de juros deve despencar para 6,25%. Hoje está em 9,25%. O ano de 2017 deve fechar com PIB de 0,6%. Em 2018, a perspectiva do economista é de 2,11%.

Eleições 2018

Chermont avisa que o divisor de águas serão as eleições de 2018. Ele destaca seis pré-candidatos: Ciro Gomes (PDT), Marina Silva (Rede), Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Jair Bolsonaro (PSC), Geraldo Alckmin (PSDB) e João Dória (PSDB). Quem vai vencer, ele não sabe, mas aposta em um candidato que dê continuidade ao que começou a ser feito este ano.

Segundo ele, João Dória (PSDB), por enquanto, é o que mais evidencia capacidade para esta continuidade. Sobre o candidato Lula, ele diz que ainda é uma incógnita. Acredita que não vai poder concorrer. Se concorrer, vai perder.Ele aponta como a principal pedra do caminho da economia brasileira, a Reforma da Previdência.

— Se não for aprovada (a Reforma) não tem como governar o país. Não vai ter dinheiro para isso. Não terá candidato para fazer milagre — destaca.

O Brasil, aponta, precisa voltar a produzir urgentemente. No ranking mundial de competitividade, o país ocupa a 81ª posição. Em 2013 estava entre os 50 primeiros.Para o economista, não há mais espaço para o retrocesso

— Seja que for o novo presidente, tem que ter coragem de governar com pulso forte e sensatez.  

 

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