Guerra, de Caxias, recebe sondagem para venda de unidades fabris - Economia - Pioneiro

Recuperação judicial22/08/2017 | 20h49Atualizada em 22/08/2017 | 20h49

Guerra, de Caxias, recebe sondagem para venda de unidades fabris

Advogado Angelo Coelho afirma ter se reunido com um interessado na situação da empresa nesta terça-feira

Guerra, de Caxias, recebe sondagem para venda de unidades fabris Marcelo Casagrande/Agencia RBS
Empresa está sem atividades desde maio Foto: Marcelo Casagrande / Agencia RBS
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Mais uma reunião com investidor ocorreu nesta terça-feira para negociar a venda de parte da Guerra. A fabricante de implementos rodoviários de Caxias do Sul está em recuperação judicial há dois anos. As informações são da jornalista Giane Guerra, da Rádio Gaúcha.

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Advogado dos acionistas majoritários da empresa, Angelo Coelho aposta na negociação das chamadas Unidades Produtivas Isoladas (UPIs). A UPI permite a venda de partes da empresa sem que o comprador tenha que assumir o passivo, ou seja, as dívidas. O dinheiro da venda das UPIs iria para quitar dívidas. 

– A ideia é que o comprador mantenha a operação de parte da empresa, que é muito importante para economia. A possibilidade de venda já foi aprovada por credores como Gerdau e Usiminas – ressalta o advogado. 

Ao Pioneiro, Coelho não detalhou com quem foi a reunião de hoje e disse que se tratou apenas de uma sondagem. O advogado frisou que qualquer negociação só poderá ser concretizada após a homologação do plano de recuperação judicial, o que ainda não tem previsão para ocorrer.

– Estou ouvindo (sondagens). Quando estiver aprovado o plano, voltamos a conversar – diz Coelho.

O plano que prevê a venda de UPIs foi votado em assembleia com credores no início de julho. A proposta foi aprovada por duas categorias de credores e reprovada por outras duas. As dívidas da empresa com credores ultrapassam os R$ 200 milhões. Devido às dificuldades enfrentadas pela companhia, as atividades nas suas plantas estão paralisadas desde maio.

 

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