Pagar por bagagem no check-in do aeroporto é mais caro - Economia - Pioneiro

Aviação08/07/2017 | 08h00Atualizada em 08/07/2017 | 08h00

Pagar por bagagem no check-in do aeroporto é mais caro

Mudança nas normas da Anac permite que companhias cobrem pela bagagem despachada nos aeroportos, incluindo o de Caxias do Sul

Pagar por bagagem no check-in do aeroporto é mais caro Diogo Sallaberry/Agencia RBS
As duas empresas que operam no aeroporto de Caxias, Gol e Azul, já estão cobrando a tarifa Foto: Diogo Sallaberry / Agencia RBS

Depois do imbróglio envolvendo a cobrança por bagagem despachada nas viagens de avião, as companhias aéreas passaram a adotar efetivamente a tarifa. As duas empresas aéreas que operam no Aeroporto Regional de Caxias do Sul, Gol e Azul, já estão cobrando para despachar bagagens. A Gol começou na semana passada a cobrar R$ 30 por mala despachada para passagens da classe Light com compra antecipada. Quem deixar para fazer hora do check-in da Gol, vai pagar mais caro: R$ 60.

A cobrança vale para cada mala despachada de até 23kg, caso o cliente adquira o serviço nos canais de autoatendimento e nas agências de viagens. Para despachar na hora do check-in, o valor dobra. Nos voos internacionais da Gol, o valor será equivalente a US$ 10 no autoatendimento e agências e US$ 20 no balcão. 

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A Azul já cobra, desde o dia 1º de junho, R$ 30 por bagagem despachada em passagens adquiridas na nova classe tarifária, chamada de Azul, que tem descontos de 30% para voos que saem de Viracopos (Campinas) em direção a 14 destinos nacionais. Já para trajetos para a América do Sul é possível despachar, sem custo adicional, uma mala de até 23kg.

A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) diz que as novas regras podem beneficiar o consumidor e baixar o preço das passagens no país. Já para o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), o desmembramento da cobrança da bagagem e da passagem visa a dar mais lucro às empresas e não oferecer transparência.

Dobro do peso para as bagagens de mão

Com a mudança na forma de cobrança e despacho de bagagens em voos no Brasil, de acordo com as regras da Anac, os viajantes podem embarcar com o dobro de peso na mala de mão – dos antigos cinco quilos, agora é permitido carregar 10 quilos. A bagagem de mão não pode ser cobrada pelas companhias aéreas, desde que sejam respeitados os limites de tamanho e peso.

Na prática, no entanto, não é fácil imaginar como aproveitar melhor os "quilinhos" a mais. Isso acontece porque a maioria das pessoas vê a mala de mão apenas como um compartimento para levar coisas mais urgentes e que precisam estar acessíveis durante a viagem.

Mas quem está acostumado a viver na "ponte aérea" sabe que é possível fazer trechos curtos e médios apenas com a mala de mão. Isso facilita principalmente a hora do embarque e desembarque, pulando as filas do despacho e o tempo perdido na esteira depois do pouso.

A fórmula para montar uma boa mala de mão é simples.Requer apenas uma coisa, que é organização. Se você elabora um roteiro do que vai precisar e separa estritamente o necessário, a montagem é rápida e eficiente.

Entenda as tarifas

Azul

- Cliente Azul -  O cliente paga mais barato pela passagem na comparação com a tarifa MaisAzul e poderá escolher pela compra ou não do serviço de bagagem despachada. Nessa modalidade, se o cliente mudar de ideia, poderá incluir os 23 kg de bagagem, a qualquer momento, por R$ 30. Caso ultrapasse essa cota de 23 kg, será mantida a atual cobrança por quilo excedente. Nessa modalidade, tem acúmulo integral de pontos pelo programa TudoAzul.

- Cliente MaisAzul - Mantém a prática tarifária atual, inclui franquia de 23 kg de bagagem e sempre estará disponível para compra.

Gol

Despacho de bagagem - Caso o cliente que adquiriu o bilhete da tarifa Light, após a compra, tome a decisão de despachar bagagem, esse serviço poderá ser contratado à parte, e haverá desconto para aquisição nos canais de autoatendimento, como site www.voegol.com.br, aplicativo e totem. Nos voos nacionais, o valor para despachar uma mala de até 23 quilos é de R$ 30, quando adquirida nos canais de autoatendimento e nas agências de viagens; ou R$ 60 no balcão de check-in. Nos voos internacionais, o valor será equivalente a US$ 10 no autoatendimento e agências de viagens e US$ 20 no balcão.

Smiles - Clientes dos programas de fidelidade Smiles Prata, Ouro e Diamante terão benefícios: uma, duas ou até três malas, respectivamente, sempre que voarem Gol. Para um cliente se tornar Prata, por exemplo, é necessário ter 10 trechos voados na Gol, considerando inclusive conexões, uma forma rápida e fácil de ter a primeira bagagem grátis por um ano.

Excesso de bagagem - Cada quilo adicional custará R$ 12 nos voos domésticos e o US$4 nos internacionais.

As mudanças 

Prazo para reembolso de passagem - Hoje, as companhias aéreas têm até 30 dias para reembolsar o passageiro em caso de desistência da viagem. Com a nova proposta, o reembolso deve acontecer em 7 dias, dando mais agilidade para negociação.

Taxas de cancelamento - Não existia limitação na cobrança para taxas de cancelamento, reembolso ou remarcação de passagem. Com a mudança, as companhias aéreas não poderão cobrar, por exemplo, um valor maior do que o pago pela passagem, mesmo que ela tenha sido comprada promocionalmente.

Transparência no valor da passagem - As companhias aéreas informavam apenas o valor do bilhete, omitindo em alguns casos as taxas de embarque e de serviços. Agora, os anúncios para compra de passagem aérea deverão constar, obrigatoriamente, o valor total da passagem, incluindo todas as taxas cobradas.

Fim da cobrança para alteração do nome - Hoje, as empresas aéreas cobram para alterar a grafia do nome no bilhete. Isso não poderá mais acontecer quando a correção for necessária para o embarque. Mas atenção: o bilhete continua sendo pessoal e intransferível. Essa regra não muda.

Bagagem extraviada - Um dos principais motivos de dor de cabeça para os passageiros em trânsito é a bagagem extraviada. Atualmente, as empresa têm até 30 dias para devolver a bagagem em viagens nacionais e internacionais. Esse prazo cai para 7 dias para voos domésticos e 21 para voos internacionais.

Indenização - Atualmente, quando as bagagens são extraviadas, as empresas têm até 30 dias para reembolsar o passageiro. Com as novas regras, caso a companhia não devolva a mala no prazo, deve indenizar o passageiro em até 7 dias, o que pode aumentar a segurança no transporte.

Retorno - Os passageiros que não comparecem ao voo de ida, perdem a passagem de volta. Com a mudança, fica garantida o retorno em voos domésticos. Mas será preciso avisar sobre a desistência com antecedência.

 
 

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