Em Bento, Ministro do Trabalho garante modificações acordadas durante votação de reforma - Economia - Pioneiro

Reforma Trabalhista14/07/2017 | 20h48Atualizada em 14/07/2017 | 20h50

Em Bento, Ministro do Trabalho garante modificações acordadas durante votação de reforma

Ronaldo Nogueira diz que governo avaliará se encaminhará mudanças de pontos na reforma trabalhista ao Congresso por medida provisória ou projeto de lei 

Em Bento, Ministro do Trabalho garante modificações acordadas durante votação de reforma Marcelo Casagrande/Agencia RBS
Nogueira (centro) palestrou em evento realizado em Bento Gonçalves Foto: Marcelo Casagrande / Agencia RBS

O governo federal deverá entabular uma série de conversações ao longo da próxima semana para assegurar que sejam cumpridas as modificações na Reforma Trabalhista acordadas com senadores. A ideia inicial era colocar os pontos a serem revistos em uma Medida Provisória (MP), mas não está descartada a hipótese de incluí-los em um projeto de lei. É o que garantiu o ministro do trabalho, Ronaldo Nogueira, nesta sexta-feira, em Bento Gonçalves, onde palestrou em evento na área de construção civil.

Leia mais:
Corrida para abastecer a R$ 3,09 em posto de Caxias do Sul
Um passeio pela Europa no Circuito Enogastronômico da Boccati
Série sobre desemprego em Caxias abre portas para os entrevistados

- O governo tem a disposição para dialogar para atender aquilo que os senadores pediram, assim como aquilo que a representação de trabalhadores e empregadores estão reivindicando – destacou Nogueira. 

A posição do ministro vem logo após o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, dizer que ¿a Câmara não aceitará nenhuma mudança na lei. Qualquer MP não será reconhecida pela Casa.¿ 

Evitando confrontar a posição de Maia, que integra a base aliada, o ministro diz respeitar a manifestação do deputado.

- O presidente da Câmara tem todo o direito de fazer a declaração que seja conveniente a ele – afirmou Nogueira.

Temer receberá sindicalistas 

Nogueira promete que os compromissos assumidos com os senadores durante a votação da proposta ¿vão ser honrados¿. O ministro disse que o governo está disposto a conversar com líderes no Congresso e também com o movimento sindical, um dos críticos mais ferrenhos das mudanças feitas na CLT. 

- Sou um dos defensores do movimento sindical. Entendo sua importância, porque é um contrapeso nas relações entre capital e trabalho. Mas não são soluções do século 19 que resolverão problemas do século 21 - apontou. 

Na próxima quinta-feira o presidente Michel Temer receberá líderes das centrais sindicais para discutir o texto sancionado. O governo federal já descartou rever a modificação sobre a cobrança do imposto sindical, que passará a ser opcional a partir da implementação da reforma. 

Por outro lado, nos trechos acordados para serem modificados, o governo prevê uma salvaguarda para a presença dos sindicatos durante as negociações coletivas. 

 

Veja também

Pioneiro
Busca
clicRBS
Nova busca - outros