Sem Paulo Bellini, não haveria a Marcopolo. Sem a Marcopolo, Caxias do Sul não seria o que é - Economia - Pioneiro

Caixa-Forte16/06/2017 | 08h42Atualizada em 16/06/2017 | 10h20

Sem Paulo Bellini, não haveria a Marcopolo. Sem a Marcopolo, Caxias do Sul não seria o que é

Paulo Bellini despede-se deixando como legado a alegria de viver, o empreendedorismo, a simplicidade e a preocupação social

Sem Paulo Bellini, não haveria a Marcopolo. Sem a Marcopolo, Caxias do Sul não seria o que é Daniela Xu/Divulgação
Em sua festa de 90 anos, em janeiro deste ano, o empresário cantou músicas italianas, emocionando convidados Foto: Daniela Xu / Divulgação

Paulo Bellini despede-se do mercado empresarial, social e esportivo no qual era tratado como uma espécie de ¿guru¿, deixando como legado a alegria de viver, a preocupação com os trabalhadores, a generosidade em estimular novas lideranças, o bom humor e a rapidez de raciocínio.

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Por isso, a última grande lembrança de um dos fundadores da Marcopolo, transformada num império de ônibus com presença mundial, foi a de sua festa de 90 anos, em janeiro deste ano, no Centro de Eventos da Festa da Uva. O convite já dava o tom da celebração em alto estilo para 800 convidados, com irreverência: "Em um ano, a Terra dá uma volta ao redor do Sol. Quando eu completar noventa voltas, quero estar em boa companhia."

A generosidade com as causas sociais coroaram o momento. O presente sugerido? Depósito ou doações ao Lar da Velhice São Francisco de Assis. A cerimônia foi embalada por músicas italianas, com repertório entregue impresso para que familiares, amigos, empresários, trabalhadores e lideranças pudessem cantar em coro junto ao aniversariante, que transformou-se em ¿tenor¿, acompanhado pelos cantores do Musical Abertura.

– Estou muito feliz por ingressar nesta agradabilíssima nova fase da minha vida – declarou no discurso, emocionando os presentes.

Amigo de Bellini, de quem foi colega na escola La Salle Carmo, o ex-senador Pedro Simon avalia que a inesquecível comemoração teve tom de despedida.

 – O aniversário dele foi a coisa mais linda. Quando ele foi no palanque e começou a cantar as músicas do folclore italiano que ele conhecia da mãe e todo mundo cantando junto, aquelas pessoas se abraçando nele e aquela humildade. Parece que ele estava se despedindo – recorda Simon.

Sem Paulo Bellini, possivelmente não haveria a Marcopolo. Sem a Marcopolo (e seus 12 mil empregos no mundo, sendo 8 mil no Brasil), provavelmente Caxias do Sul não seria a força econômica que é. Bellini deixa profundas marcas empresariais, sociais e humanas. Um exemplo, uma inspiração, um ícone.

 Caxias do Sul será eternamente grata, Paulo Bellini. 

 
 

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