Excesso de chuva faz preço das hortaliças disparar em Caxias - Economia - Pioneiro

Agricultura02/06/2017 | 08h11Atualizada em 02/06/2017 | 08h11

Excesso de chuva faz preço das hortaliças disparar em Caxias

Algumas lavouras da região tiveram perdas de quase 100 no alface e temperos. Alface está 50% mair caro

Excesso de chuva faz preço das hortaliças disparar em Caxias Roni Rigon/Agencia RBS
Marcelo Bohnenberger perdeu quase quatro hectares de alface, em Nova Petrópolis. Foto: Roni Rigon / Agencia RBS

O excesso de chuva da última semana já reflete no bolso do consumidor. O impacto das inundações nas lavouras fez o preço das hortaliças folhosas (como alface, chicória e temperos) saltar. Para cima. De uma semana para a outra, a alface subiu 50% na Ceasa/Serra. Mesmo assim, na tarde de ontem, era difícil encontrar o produto entre os comerciantes que amargavam os prejuízos.

 O levantamento da Ceasa aponta que a caixa com 12 pés de alface, por exemplo, custava R$ 10 na semana passada. Ontem estava sendo vendido a R$ 15. A chicória e os temperos tiveram aumento médio de 20%.

Na propriedade de Marcelo Bohnenberger, em Nova Petrópolis, nos quatro hectares de alface quase tudo foi perdido. Ontem, alguns poucos pés estavam a venda em seu espaço. Mesmo assim com folhas danificadas. O prejuízo, segundo ele, já ultrapassa os R$ 15 mil.

— Vamos ficar mais de um mês sem alface para vender. Isso se a chuva parar—lamenta Bohnenberger.

Astor Steffen, produtor do Vale do Caí, garante que 500 dúzias de alface foram perdidas. O prejuízo chega a R$ 10 mil.

— Por enquanto, o que está se salvando é a chicória— revela Steffan.

Além do alface, o produtor de Ana Rech Hugo Pedrotti também perdeu parte do repolho. A água em demasia fez as folhas apodrecerem e racharem a hortaliça. O mesmo problema acontece com a batata inglesa e a cebola. O excesso de umidade faz com esses produtos mofem e apodreçam.

O gerente-técnico operacional da Ceasa/Serra, Antonio Garbin, alerta para a previsão de um inverno chuvoso na Serra Gaúcha:

— Estamos preocupados, pois os produtores têm altos prejuízos, inclusive no plantio. Eles sequer conseguem entrar nas lavouras para colher e plantar —destaca Garbin.

Segundo ele, o clima instável propicia novas discussões para os agricultores investirem em estruturas cobertas e assegurarem suas produções. A previsão do monitoramento climático da Rio Grande Energia (RGE) é de que junho será marcado por grandes volumes de chuva.

Apostas nas estrutura cobertas

Arnaldo Ferronato apostou na produção em estufas e salvou as hortaliças da chuvarada da última semana Foto: Roni Rigon / Agencia RBS

Quem apostou nas produções cobertas e em estufas está em vantagem. Com perdas praticamente zeradas, os produtores aproveitam o bom preço para impulsionar as vendas e os lucros. É o caso do agricultor Arnaldo Ferronato, de Flores da Cunha. Ele produz as hortaliças folhosas em estufas. Ontem, ele vendia a caixa de alface por R$ 18. Na semana passada o preço era R$ 10. O brócolis e a couve-flor, no entanto, tiveram perdas superiores a 80%. Essas são produzidas sem proteção, portanto sujeitas às intempéries do clima. 

 
 

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