Diminui área de vinhedos na microrregião de Caxias do Sul - Economia - Pioneiro

Vitivinicultura24/04/2017 | 19h59Atualizada em 24/04/2017 | 20h03

Diminui área de vinhedos na microrregião de Caxias do Sul

Cadastro Vitícola 2013-2015 aponta retração de 1,9% na área plantada no Estado e na Serra

Diminui área de vinhedos na microrregião de Caxias do Sul Fabiano Mazzotti/Divulgação
Área plantada em 2015 foi de 32.305,98 hectares em 19 municípios da Serra Foto: Fabiano Mazzotti / Divulgação

O sinal amarelo acendeu para o setor vitivinícola gaúcho. Os dados do Cadastro Vitícola 2013-2015, divulgado nesta segunda-feira pela Embrapa Uva e Vinho e o Ibravin, são pouco animadores para o segmento. O Rio Grande do Sul fechou 2015 com uma área plantada de 40.336,27 hectares, sendo 32.305,98 deles nos 19 municípios da microrregião de Caxias do Sul. Em ambos os casos, isso representa uma diminuição de 1,9% na comparação com 2012, o último dado disponível até então.

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O número de propriedades também apresenta redução no Estado, passando de 15.185 a 14.417 entre 2012 e 2015. Bento Gonçalves, Caxias do Sul e Flores da Cunha foram alguns dos municípios que puxaram para baixo a estatística. Apenas nas três cidades, foram fechados 845 estabelecimentos no período.

– Um fator que provavelmente leva à redução da área e de propriedades é a dificuldade de contratação de mão de obra. Além disso, o produtor pode estar se preparando para a substituição de vinhedo, direcionando-se para determinado tipo de produto – acredita Loiva Ribeiro, pesquisadora da Embrapa Uva e Vinho.

Das 17 microrregiões gaúchas listadas no estudo, 12 tiveram redução na área cultivada. Entre as que seguiram o caminho oposto e cresceram destacam-se Vacaria, com 2,1 mil hectares (aumento de 7%), e Serras de Sudeste, com 789 mil hectares (25% de incremento). O presidente do Ibravin, Dirceu Scottá, salienta que a expansão do plantio para outras áreas como os Campos de Cima da Serra e a Metade Sul não ocorre por acaso.

– Nessas novas fronteiras, o custo do terreno é muito menor que em relação à Serra. Aqui temos o problema da especulação imobiliária, que torna caro investir em vinhedo – constata.

O dirigente ainda menciona que o setor vive um momento de dificuldade. Os números do primeiro semestre de 2017 ficaram abaixo do esperado. Na comparação com mesmo período de 2016, houve retração significativa nas vendas. O resultado negativo foi de 22% nos vinhos de mesa, 30% nos vinhos finos, 21% nos espumantes e 15% no suco de uva. Em paralelo, a importação tem aumentado.


 

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