Demissões na Serra Gaúcha ainda preocupam - Economia - Pioneiro

Mercado de Trabalho25/04/2017 | 08h18Atualizada em 25/04/2017 | 08h18

Demissões na Serra Gaúcha ainda preocupam

Desemprego perde força, mas quatro de nove municípios da Serra demitiram 1.880 pessoas em março

Demissões na Serra Gaúcha ainda preocupam Marcelo Casagrande/Agencia RBS
 Setor da Construção Civil  lidera os números negativos do mês de março: - 143 empregos Foto: Marcelo Casagrande / Agencia RBS

A mercado de trabalho da Serra Gaúcha ainda preocupa. De nove municípios divulgados pelo Observatório do Trabalho da Universidade de Caxias do Sul (UCS), com base nos números do Caged, quatro demitiram no mês de março. Os números ainda surpreendem: Bento Gonçalves, Canela, Flores da Cunha e Vacaria fecharam 1.880 postos de trabalho. O primeiro do ranking é Vacaria, com - 1.539 vagas, devido à fase final da colheita da maçã. As outras cinco cidades fecharam com saldo positivo, totalizando 227 novos postos.

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Caxias do Sul dá sinais de recuperação. Assim, como a economia, de forma lenta, muito lenta. Os números mostram que a curva voltou a subir. Em março de 2015, o número de postos fechados era de 1.134. No mesmo mês de 2016, o número negativo subia para 1.283. Este ano, pela primeira vez depois de dois anos, o saldo fechou no positivo: 149 novas vagas.

Para o presidente do Sindicato das Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e de Material Elétrico de Caxias do Sul (Simecs), Reomar Slaviero, o emprego no setor não crescia desde o primeiro semestre de 2013. Em 2017, a indústria de transformação fechou no azul, com a abertura de 141 novas vagas.

— Não é um crescimento relevante, pois as empresas estão se adequando à nova situação, mas não está no vermelho — avalia Slaviero.

 No mesmo mês do ano passado, a indústria caxiense fechou 719 vagas. E nos últimos três anos, foram 17,5 mil postos a menos de trabalho. O setor que mais está ¿apanhando¿ para reverter a curva é o da construção civil. Em Caxias é o que lidera a lista de postos fechados: -143 em março, -73 no ano e -724 nos últimos 12 meses.

Para o diretor de Relações do Trabalho do Sindicato da Construção Civil (Sinduscon), Valmor Trentin, a tendência é que os números vermelhos contribuem subindo. Ou seja, o emprego caindo.

— As obras estão em fase de conclusão e não há expectativa de novos lançamentos de empreendimentos — revela.

Segundo ele, as empresas só vão lançar novas obras se a economia voltar a crescer.

— Por enquanto, a economia brasileira não está definida. Ainda não sabemos o que vai acontecer. Não se estabeleceu uma relação de confiança de que vai crescer — diz Trentin.

Nos primeiros três meses de 2014, o setor estava entre os que mais contratava: 520 novas vagas.


Evolução do emprego em cinco municípios da região


 

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