Casa de carnes Big Boi, de Bento, não foi interditada - Economia - Pioneiro

Fiscalização20/04/2017 | 17h33Atualizada em 20/04/2017 | 17h33

Casa de carnes Big Boi, de Bento, não foi interditada

Advogado Vinicius Pessi confirma que carnes impróprias não foram recolhidas no estabelecimento nem o proprietário foi preso

 A força tarefa do Ministério Público apreendeu 20 toneladas de carne imprópria para o consumo em Bento Gonçalves na terça e quarta-feira. A ação fiscalizou 13 estabelecimentos comerciais, prendeu três pessoas e interditou um dos locais vistoriados.

Em entrevista na tarde desta quinta-feira, o advogado da Big Boi Carnes, Vinicius Pessi, informa que o estabelecimento não foi interditado e seu proprietário não foi preso. O açougue também não teve carnes recolhidas em razão de estarem vencidas ou impróprias para o consumo, como publicado na edição impressa do Pioneiro desta quinta.

Confira a entrevista na íntegra.

Pioneiro: A força tarefa encontrou alguma irregularidade na empresa?
Vinícius Pessi:
O estabelecimento não teve mercadoria recolhida pela força-tarefa em razão do vencimento ou por estarem impróprias para o consumo. Até o momento, somente recebeu notificação quanto à vistoria realizada, e tampouco gerado auto de infração.

Houve orientação de como manusear os produtos e prazo para os estabelecimentos se adequarem?
Não tivemos prazo. A Portaria 66/2017 de janeiro e outros decretos existentes criaram novas regras para o comércio de carnes, sendo necessário criar salas especiais para beneficiar, fracionar, rotular e embalar os produtos. A imensa maioria dos mercados e açougues não consegue atender a essas exigências, em razão dos custos de adequação e falta de espaço físico.

Qual é a estrutura da Big Boi?
A Big Boi Carnes possui estrutura física considerável, buscará assistência técnica e os órgãos municipais para atender às novas exigências e continuará atendendo sua clientela, ainda melhor.

Qual a sua avaliação da operação da força-tarefa?
Não questiono que devem ser feitas fiscalizações. Não tem um padrão de fiscalização. Eles não sabem avaliar o que é um produto adequado para o consumo ou um produto que está fora dos padrões exigidos de informações nas embalagens. Eles colocam tudo da mesma forma. Houve as fiscalizações e não se teve o cuidado de informar corretamente a população de que em tal empresa, o rótulo de tal produto não tinha informações necessárias. O problema foi só no fracionamento do pedaço de carne. Da forma que foi feita, com informações muito vagas para a imprensa, passou que todos (estabelecimentos) têm problemas com carne estragada. Tem que fiscalizar, mas o problema é a falta de critérios na fiscalização.

 
 

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