Keko, empresa que atuou 25 anos em Caxias, se muda para Flores da Cunha e emprega 450 pessoas - Economia - Pioneiro

Crise na economia da Serra - parte 224/02/2017 | 07h30Atualizada em 24/02/2017 | 13h29

Keko, empresa que atuou 25 anos em Caxias, se muda para Flores da Cunha e emprega 450 pessoas

A empresa abrange uma área construída de 25 mil metros quadrados e quer faturar R$ 170 milhões este ano. Empresário caxiense luta três anos para conseguir licença ambiental e abrir novo negócio

Keko, empresa que atuou 25 anos em Caxias, se muda para Flores da Cunha e emprega 450 pessoas Jonas Ramos / Agência RBS/Agência RBS
Foto: Jonas Ramos / Agência RBS / Agência RBS

Em 2011, a líder brasileira em acessórios para personalização de veículos automotores, a Keko, que passou 25 anos em território caxiense, transferiu a sede da empresa para a vizinha Flores da Cunha, na Linha 80. Com seis unidades alugadas em Caxias, a intenção era unir todas as operações em uma única área.

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Em matéria publicada pelo Pioneiro no início de agosto, o presidente executivo da Keko, Leandro Scheer Mantovani, relatou que a empresa chegou a comprar um terreno em Caxias, mas entraves ambientais impediram a continuidade da operação. Depois disso, a empresa ensaiou a mudança para Farroupilha, já que lá havia uma licença prévia de atuação.

Foi, então, que a prefeitura de Flores chamou os proprietários da Keko para conhecerem a atual área da companhia:

— O valor do terreno estava bem convidativo. Pagamos na época R$ 1,085 milhão para 10 hectares (o que representa 100 mil metros). Em Caxias, com esse valor, compraríamos 10 mil metros quadrados ou até cinco. Também tivemos água encanada, rede de energia elétrica na porta da empresa, acesso asfaltado... Somamos tudo e vimos que economizaríamos alguns milhões e decidimos então vir para Flores — relatou Mantovani.

A Keko abrange hoje uma área construída de 25 mil metros quadrados e emprega mais de 450 pessoas. Desses trabalhadores, 50% são moradores de Flores. Na nova sede, a empresa praticamente dobrou o faturamento: chegou com R$ 84 milhões anuais e projeta fechar 2017 alcançando o montante de R$ 170 milhões. Cinco anos depois de deixar Caxias, a empresa analisa a decisão de transferência como acertada.

— Nos inserimos bem na comunidade e somos muito bem tratados pelos órgãos públicos e entidades. A gente avalia que talvez falte em Caxias um cuidado melhor com os empresários. Não falo em liberação de verba, falo em apoio, atenção. Esse terreno que compramos aqui era da prefeitura. O poder público de Caxias não tem terras assim, preparadas para receber novos negócios. E não falo de doação, falo de venda mesmo. Penso que algo deveria ser pensado para a cidade estar mais preparada — acredita Mantovani.

Referência em tecnologia, a Keko investe 3% a 5% do seu faturamento em inovação (como novos produtos e novos projeto). Neste último ano, conquistou mais três importantes montadoras: Fiat, Renault e Honda, juntando-se as outras 7 que a empresa já fornece a anos.

 
 

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