Demanda brasileira por ônibus ocupa apenas 1/4 da capacidade instalada nas fábricas de Caxias - Economia - Pioneiro

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Caixa-Forte03/02/2017 | 06h30Atualizada em 03/02/2017 | 06h30

Demanda brasileira por ônibus ocupa apenas 1/4 da capacidade instalada nas fábricas de Caxias

Capacidade produtiva instalada na cidade é de quase 20 mil veículos/ano

Demanda brasileira por ônibus ocupa apenas 1/4 da capacidade instalada nas fábricas de Caxias Júlio Soares/Marcopolo
Em 2016, a produção no mercado brasileiro foi de cerca de 13 mil carrocerias ¿ contra 32,6 mil em 2013 Foto: Júlio Soares / Marcopolo

A Marcopolo voltou à ativa nesta semana, após férias coletivas. Mas terá um longo e árduo caminho para retomar a produção de ônibus nos níveis de 2013. Caxias concentra 50% da produção nacional do setor, mas a demanda brasileira por ônibus ocupa apenas 1/4 da capacidade instalada nas fábricas da cidade, incluindo a Neobus. Então, fica fácil perceber o quanto a cadeia foi atingida por essa crise que restringiu investimentos de empresas de transporte.

Em 2016, a produção no mercado brasileiro foi de cerca de 13 mil carrocerias – contra 32,6 mil em 2013, conforme a Associação Nacional dos Fabricantes de Ônibus (Fabus). Ou seja, o consumo restringiu-se a pouco mais de um terço.

– Só em Caxias do Sul, a capacidade produtiva instalada é de quase 20 mil unidades por ano. Ou seja, todos os ônibus vendidos no Brasil inteiro em 2016 só ocupariam a metade das fábricas – define uma fonte do setor, já descartando as exportações.

A grande questão: como ser competitivo com uma ociosidade tão grande? O mercado ganhou ânimo extra com o anúncio do programa do governo federal Refrota 17, de aplicação de R$ 3 bilhões para o financiamento de 10 mil ônibus. Para participar, o operador precisa querer renovar a sua frota e, claro, atender às exigências das instituições financeiras.

A dúvida é saber se a economia permitirá confiança para o investimento. Nada garante que o programa se converterá em mais vendas e produção. E nem em quanto tempo. Alguns apontam para a partir de abril. Por isso, a exportação continua sendo a grande luz.

A torcer que a quinta marcha seja engatada num horizonte não tão distante.

 
 
 

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