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Indústria13/12/2016 | 10h36Atualizada em 13/12/2016 | 10h36

Vice-presidente da Randon, de Caxias, apresenta regras para enfrentar a crise

Segundo projeção de Daniel Randon, a recuperação do mercado deve ocorrer somente em 2018

Vice-presidente da Randon, de Caxias, apresenta regras para enfrentar a crise Antonio Valiente/Objetiva/Divulgação
'Nos últimos 2 anos, ociosidade de 74% na produção de caminhões, muito pouco da capacidade utilizada' Foto: Antonio Valiente / Objetiva/Divulgação

As Empresas Randon adotaram três regras para enfrentar a crise: reconhecer o ambiente, tomar decisões rápidas e preparar um novo ciclo de retomada. As ações foram apresentadas pelo diretor vice-presidente de Administração e Finanças, Daniel Randon, como fundamentais para a "sobrevivência" das empresas no mercado. Ele palestrou na Câmara de Indústria, Comércio e Serviços (CIC) de Caxias do Sul, sobre o tema "Sobrevivendo na indústria automotiva".

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Para o executivo do grupo, o país vive em uma crise econômica, política e moral que já se prolonga desde 2014, mas ele acredita que, mesmo com o atual cenário, existem oportunidades a serem identificadas. Segundo Daniel, o ponto mais difícil do pacote de regras que as empresas se estabeleceram foi reconhecer o ambiente. Ele diz ainda que a indústria está sofrendo com os custos, a competitividade e a queda na produção.

— Nos últimos dois anos, temos uma ociosidade na produção de caminhões de 74%. Estamos falando de capacidade utilizada, o que é muito pouco. Tivemos que rever toda a empresa num patamar muito mais baixo — destaca o executivo.

Entre as principais iniciativas para combater a crise, Daniel salienta que é preciso oferecer novos produtos e criar demandas, ter foco em novos mercados de exportação e no mercado de reposição (quadro ao lado). Segundo ele, o grande desafio em período de crise é ter perseverança.

Previsão para 2017 ainda é de instabilidade

Daniel afirma que desde 2015 o trabalho é de sobrevivência. Ele indica que espera um mercado muito instável ainda para o ano que vem, e ressalta a necessidade de buscar novos negócios e de diminuir o custo fixo da empresa. Segundo o empresário projeta, a recuperação do mercado deve ocorrer somente em 2018.

— É preciso continuar um trabalho forte em busca de novos negócios e oportunidades, além de olhar para dentro e ver as oportunidades de redução de custo. É um momento de trabalhar com os clientes e fornecedores como parceiros e, quando o mercado voltar (a crescer), possamos estar juntos e mais fortes.

O vice-presidente projeta um ano difícil para a economia em 2017 e defende a necessidade de o governo federal continuar aplicando as reformas fiscais, tributária e da previdência como alternativa para recuperar o país.

— O lado político está bem conturbado. A (Operação) Lava-Jato reforça a necessidade de um modelo novo do trabalho dos políticos com os empresários. Temos que arrumar a casa — orienta.

Apesar do momento, Daniel destaca que as ações adotadas pelas Empresa Randon transmitem confiança para se tornar mais forte para um novo ciclo de expansão.

Ações da Randon

Reduzir despesas
:: Adequação do quadro de colaboradores.
:: Criação de um comitê de crise.
:: Ampliação dos serviços.
:: Compras compartilhadas.
:: Encerramento das atividades da planta de Guarulhos.

Regra de ouro
:: Resgate os valores, provenha o exemplo, reforce sua história.

Na crise, crie
:: Novos produtos – criar demandas.
:: Foco em novos mercados de exportação.
:: Reposição: inúmeras oportunidades.

 
 
 

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