Vendas de espumante devem crescer neste final de ano em relação a 2015 - Economia - Pioneiro

Setor vitivinícola23/11/2016 | 06h06Atualizada em 23/11/2016 | 06h06

Vendas de espumante devem crescer neste final de ano em relação a 2015

Vinícolas da Serra são responsáveis por 95% de toda a produção comercializada nos supermercados do Estado

Vendas de espumante devem crescer neste final de ano em relação a 2015 Porthus Junior/Agencia RBS
No preço para o consumidor, a variação do produto deve ser de 10,6%, aponta a Agas. Foto: Porthus Junior / Agencia RBS

Liderando a lista de produtos indispensáveis para o Réveillon divulgada pela Associação Gaúcha de Supermercado (Agas), o espumante começa a entrar agora na época de ouro do ano. O levantamento que aponta essa preferência pelo item no Ano-Novo revelou ainda que a bebida ocupa a terceira posição nos itens que não podem faltar no Natal — atrás apenas das aves natalinas e do panetone.

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A boa colocação do espumante nas intenções de compra dos gaúchos motiva um crescimento na expectativa de vendas do produto, além de ser motivo de comemoração para as vinícolas da Serra, responsáveis por 95% de toda a produção comercializada nos supermercados do Estado. Conforme a Agas, as vendas do item devem ter alta de 4,5% neste final de ano na comparação com o mesmo período de 2015, o que representa a comercialização de 4,8 milhões de garrafas e um faturamento de R$ 70,9 milhões para o setor.

No preço para o consumidor, a variação do produto deve ser de 10,6%, aponta a entidade. O incremento, explica Dirceu Scottá, presidente do Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin), é reflexo da alta nos impostos:

— Em dezembro do ano passado, passou a valer um novo modelo de tributação, que acabou elevando o preço do espumante. Em 2015, isso praticamente não foi sentido porque as vendas ocorreram antes de dezembro, ou seja, a maioria dos estabelecimentos já havia comprado o produto. Neste ano, o impacto foi direto — explica Scottá.

Além da alta na tributação, o setor vitivinícola enfrentou neste ano o desafio de produzir vinhos, sucos e espumantes com um volume menor, já que a quebra na safra girou em torno de 60%. A baixa, porém, pôde ser revertida devido aos bons estoques do setor, garante Scottá:

— Não temos nenhuma previsão de desabastecimento de espumantes. A quebra de safra também não influenciou na qualidade: o espumante vai chegar ao mercado tão bom ou melhor do que no último ano.

Crescimento de 20%

Primeira vinícola brasileira a produzir espumante, a Peterlongo, de Garibaldi, está brindando as vendas deste final de ano. A expectativa da marca é encerrar o ano com crescimento de no mínimo 20% neste segmento:

— Embora o país venha passando por uma fase de desaceleração, neste momento a Peterlongo não tem do que reclamar. Estamos na contramão — comemora Luiz Carlos Sella, sócio-diretor da vinícola.

O principal mercado da Peterlongo atualmente é São Paulo, mas a vinícola também vem abocanhando maior participação no mercado gaúcho nos últimos tempos. As exportações, conta Sella, é um dos focos da vinícola:

— Hoje (ontem) mesmo estamos mandando uma carga para a China com espumantes. Eles (chineses) comemoram o Ano-Novo depois da gente, então vai chegar em tempo — relata.

Outro diferencial da Peterlongo, lembra Sella, é que a vinícola é a única no Brasil autorizada a usar a denominação "champagne" em seus espumantes.


 
 
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