Trabalhadores da Guerra SA, em Caxias, voltam a protestar - Economia - Pioneiro

Crise28/11/2016 | 10h24Atualizada em 28/11/2016 | 16h32

Trabalhadores da Guerra SA, em Caxias, voltam a protestar

Funcionários demitidos pedem o pagamento das verbas rescisórias

Trabalhadores da Guerra SA, em Caxias, voltam a protestar Diozer Carvalho / Divulgação/Divulgação
Dezenas de trabalhadores bloqueiam os portões de acesso à Guerra desde o início da manhã Foto: Diozer Carvalho / Divulgação / Divulgação
Pioneiro
Pioneiro

Trabalhadores da empresa Guerra SA protestam, mais uma vez, pelo pagamento das verbas rescisórias para os funcionários demitidos. Desde o início da manhã, cerca dezenas de pessoas que foram desligadas bloqueiam a entrada da fábrica, impedindo o acesso dos demais colaboradores. Até por volta de 10h desta segunda-feira, não havia expediente no prédio.

Leia mais
Após 180 demissões, trabalhadores protestam na empresa Guerra, em Caxias
Guerra SA, de Caxias, demite 180 trabalhadores
Dívida da Guerra SA, de Caxias do Sul, é de R$ 212 milhões

A mobilização desta segunda-feira iniciou pouco antes de 7h e deve ocorrer durante todo o dia, projeta o presidente do Sindicato dos Trabalhadores Metalúrgicos, Assis Melo.

— Aguardamos resposta não só da empresa, mas da Justiça. Estamos esperando uma resposta para ainda hoje (segunda-feira) — explica.

Foto: Diozer Carvalho / Divulgação

No último dia 18, a empresa, que está em processo de recuperação judicial desde julho de 2015, demitiu 180 funcionários. A partir de então, diversas assembleias foram realizadas junto ao portão da fábrica, que fica na BR-116.

Por meio de nota, a Guerra ressalta que "há mais de um mês, a Guerra Implementos Rodoviários negocia com o Sindicato dos Trabalhadores Metalúrgicos o parcelamento das verbas rescisórias dos empregados dispensados. Em nenhum momento, o sindicato mostrou-se contrário ao parcelamento, mas discutia em relação a garantias e número de parcelas. Essa situação se estendeu nas reuniões de mediação junto à Justiça do Trabalho de Caxias do Sul durante a última semana. Na quinta-feira, 24/11, o sindicato, através de seu presidente, retrocedeu à proposta e disse que aceitaria somente o pagamento à vista. Contudo, já era de conhecimento geral de que a Guerra não teria condições de arcar com o pagamento dessa forma, sob pena de comprometimento de suas finanças".

A empresa destaca ainda que "a Guerra e os empregados dispensados permanecem no aguardo de uma manifestação do sindicato. Desde o início da negociação, todos sabiam que havia necessidade do parcelamento. Os protestos dos empregados demitidos e sindicato que ocorrem em frente à empresa contrariam ordem judicial expedida na sexta-feira, 25/11, que determina que seja permitido acesso de pessoas e veículos nas dependências da Guerra para que mantenham suas atividades sob pena de prejudicar ainda mais a situação financeira da empresa. Os integrantes do protesto estão formando barreira humana para impedir o acesso dos trabalhadores, gerando prejuízos para todos."

A Guerra SA é considerada uma das maiores fabricantes de implementos rodoviários da América Latina. A empresa era familiar, mas foi vendida em junho de 2008 para o fundo internacional Axxon Group. Uma dívida de R$ 212 milhões envolvendo financiamentos com bancos e débitos com fornecedores motivou a Guerra a solicitar recuperação judicial no ano passado. 

 
 

Siga o Pioneiro no Twitter

  • pioneiroonline

    pioneiroonline

    Pioneiro.comInstrumentista e compositor André Viegas irá lançar DVD nesta terça, em Caxias https://t.co/K1cyy8EXnn #pioneirohá 24 minutosRetweet
  • pioneiroonline

    pioneiroonline

    Pioneiro.comEntenda os riscos causados pelo consumo de alimentos com excesso de agrotóxicos https://t.co/4vFhL9qvBE #pioneirohá 53 minutosRetweet

Veja também

Pioneiro
Busca
clicRBS
Nova busca - outros