Trabalhadores da Guerra SA, de Caxias, paralisam atividades - Economia - Pioneiro

Protesto25/11/2016 | 12h04Atualizada em 25/11/2016 | 15h27

Trabalhadores da Guerra SA, de Caxias, paralisam atividades

Manifestação ocorre em protesto ao não pagamento das verbas rescisórias para os funcionários demitidos

Trabalhadores da Guerra SA, de Caxias, paralisam atividades Marcele Brusa Maciel/Divulgação
A paralisação está prevista para durar toda sexta-feira e também no sábado. Foto: Marcele Brusa Maciel / Divulgação
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Os trabalhadores da Guerra SA, de Caxias do Sul, paralisaram as atividades na manhã desta sexta-feira. A decisão foi tomada em assembleia ocorrida por volta das 7h, em frente à empresa. A paralisação está prevista para durar toda sexta-feira e também no sábado.

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A manifestação dos trabalhadores ocorre em protesto ao não pagamento das verbas rescisórias para os funcionários desligados da Guerra. Na última semana, cerca de 180 trabalhadores foram demitidos.

Nos últimos dias, três reuniões foram realizadas na Justiça do Trabalho para tentar resolver o impasse. A proposta inicial da fabricante de implementos rodoviários, que está em processo de recuperação judicial, é parcelar as rescisões em até 12 vezes. O temor dos trabalhadores é que, parcelando as verbas rescisórias, parte dos direitos não seja paga:

— Quando se está em recuperação judicial, a empresa é obrigada a fazer seus pagamentos à vista em qualquer tipo de transação. Por que o direito do trabalhador tem que ser parcelado? — questiona Assis Melo, presidente do Sindicato dos Trabalhadores Metalúrgicos.

Assis também ressaltou, na assembleia, que avalia a recuperação judicial como uma "lei que caminha para a preservação do sistema financeiro e não se preocupa com a garantia de direitos aos trabalhadores".

— Um acordo na Justiça do Trabalho (para pagar as verbas de forma parcelada) não resolve a situação, uma vez que a empresa em recuperação judicial não é obrigada a cumprir acordo nenhum — acredita.

No final de outubro, os funcionários da Guerra realizaram um protesto devido a salários atrasados. A empresa, que até então era familiar, foi vendida em junho de 2008 para o fundo internacional Axxon Group. Uma dívida de R$ 212 milhões motivou a empresa a solicitar recuperação judicial no ano passado. 

Guerra destaca que parcelamento foi cumprido em outras situações

O advogado da Guerra para questões trabalhistas, Luis Gustavo Casarin, revela que a paralisação desta sexta-feira foi recebida com surpresa pela empresa. Segundo ele, o parcelamento das rescisões já vinha sendo negociado com o sindicato da categoria há cerca de um mês.

Casarin informa ainda que, em agosto de 2015, a empresa demitiu cerca de 300 pessoas para equilibrar produção com demanda. Na época, as verbas rescisórias foram pagas de forma parcelada em até 12 vezes, ou seja, da mesma forma que foi proposto dessa vez. Todas as parcelas, segundo o advogado, foram acertadas sem nenhum atraso.

— Durante toda esta semana, a Guerra negociou com o sindicato essa questão e acreditávamos que a situação estava encaminhada, até porque o histórico de pagamento parcelado da Guerra é positivo. Nesta sexta fomos surpreendidos com a decisão do presidente do sindicato de que não há mais acordo e que as verbas devem ser pagas à vista. A empresa não tem caixa para fazer todo o pagamento neste momento e agora está com os pedidos parados. A Guerra precisa de fôlego até mesmo para manter os funcionários que ainda estão na empresa — justifica Casarin.

 
 

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